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Hanukkah, a Festa das Luzes aponta para o Messias: “Ele é a luz maior”, diz hebraísta

De acordo com Getúlio Cidade, os cristãos são pequenas menorás e devem brilhar neste mundo.

Fonte: Guiame, Cris BeloniAtualizado: sexta-feira, 10 de dezembro de 2021 18:51
Menorá. (Foto: Robert Thiemann/Unsplash)
Menorá. (Foto: Robert Thiemann/Unsplash)

Nesta semana, foram encerradas as comemorações da Hanukkah — Festa das Luzes — ou Chanukah como também é conhecida a festa judaica. “Foi do pôr do sol de domingo retrasado até o pôr do sol de segunda-feira, dia 6”, disse o hebraísta e escritor Getúlio Cidade.

Ele explica o significado da festa de forma bem simples: “É a vitória da luz sobre as trevas”. Poucos cristãos buscam associações das festas judaicas com as Escrituras, mas o hebraísta afirma que é necessário para um entendimento bíblico mais real e profundo.

Para ele, é preciso dar um mergulho mais profundo nas raízes judaicas. “As festas do Senhor apontam de maneira inequívoca para o Messias e aprender sobre elas é vital”, escreveu em seu livro “A Oliveira Natural (volume 1)”

Contexto da Hanukkah

A Hanukkah fala da vitória do povo judeu contra seus dominadores gregos. “Uma batalha de valores morais e espirituais contra a opressão profana, o materialismo e a degeneração moral, além da luta de liberdade de culto”, explicou ao Guiame.

A batalha que durou oito dias possui uma história inspiradora, conforme o hebraísta, mas só foi registrada nos livros de Macabeus e no Talmude. “Tudo começa quando um rei selêucida toma o Reino da Judeia e proíbe o povo de praticar o judaísmo”, explicou.

Ele conta que, na ocasião, os judeus deveriam adorar aos deuses gregos. “A cultura judaica foi completamente helenizada e afastou muitos judeus da fé no Deus de Abraão”, continua. 

Ao citar a profanação do templo por Antíoco, que chegou a oferecer sangue de porco no altar do sacrifício, lembra também que os pergaminhos foram confiscados e queimados, e que a observância da lei de Deus podia ser punida com morte. 

Por que Festa das Luzes?

Conforme a história, os macabeus entraram em Jerusalém para retomar o Templo e decidiram consagrá-lo, dedicando-o novamente a Deus. “Após realizarem uma limpeza ritual de todo o complexo, restauraram o serviço diário de adoração — e daí vem o nome Hanukkah”, esclareceu.

O hebraísta conta que durante essa fase, os sacerdotes descobriram apenas um pequeno jarro de azeite selado, que não havia sido profanado e, portanto, estava qualificado para o uso na menorá — candelabro de sete braços.

A menorá do Lugar Santo deveria manter as luzes acesas continuamente. “Havia, porém, um problema. “O azeite encontrado era suficiente apenas para prover iluminação por um dia, mas a menorá ficou iluminada por oito dias consecutivos”, contou Getúlio. 

“Foi um verdadeiro milagre de Hanukkah e esse tempo foi suficiente para que se produzisse mais azeite. A ocorrência desse milagre foi motivo da hanukkia (menorá especial para hanukkah) ter nove pavios — oito para cada dia do milagre e um para acendê-los”, explicou.

‘Jesus comemorou a Festa das Luzes’

A Festa da Dedicação ou Festa das Luzes foi celebrada por Jesus, de acordo com João 10.22-23. “O fato dessa festa não constar na Torá e, ainda assim, Jesus subir a Jerusalém para celebrá-la mostra que Ele vivia intensamente suas raízes judaicas”, disse o hebraísta. 

“A primeira lição que se extrai da Hanukkah é que nunca devemos ter medo de nos posicionar a favor do que é correto e justo. Não importa se somos perseguidos ou sofremos danos diante dos homens. Deus sempre honra aqueles que o honram”, enfatizou.

“O óleo na Bíblia é um símbolo do Espírito Santo e aqui está a segunda lição — sem esse azeite diário sendo reposto em nosso interior, é impossível fazer brilhar sua luz. A comunhão diária com o Espírito Santo é essencial para resplandecer sua esperança, fé e amor”, relacionou.

Assim como no milagre de Hanukkah, quanto mais fizermos uso desse óleo, mais ele se multiplicará, tornando mais intenso o brilho da luz de Cristo em nossas vidas”, continuou.

“E a terceira lição é que as trevas não devem ser motivo de temor, mas de estímulo para aqueles que conhecem a luz. Quanto maior a escuridão, maior o brilho da luz de hanukkia. Ele é a luz maior e nós somos o hanukkiot, pequenas menorás e lamparinas que brilham neste mundo, através da luz de Cristo. Não há como ocultá-la”, concluiu. 

“A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia”. (Provérbios 4.18) 

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