Após fugir do Afeganistão, homem se torna advogado e ajuda família cristã a sair do país

A história de fé do afegão Ali Ehsani e o esforço para conseguir chegar à Itália está descrita em seu livro “Hoje à noite olhamos para as estrelas”.

Fonte: Guiame, com informações do ACNIAtualizado: quarta-feira, 22 de setembro de 2021 13:26
Ali Ehsani tem 38 anos e é advogado de profissão. (Foto: Reprodução / ACNI)
Ali Ehsani tem 38 anos e é advogado de profissão. (Foto: Reprodução / ACNI)

Ali Ehsani ficou órfãos aos 8 anos após seus pais terem sido mortos por sua fé cristã. Ele e o irmão conseguiram fugir passando por uma verdadeira odisseia, como ele costuma chamar aquela viagem.

A viagem durou cinco anos. Ele conta que foi uma viagem angustiante que os levou pelo Afeganistão, Paquistão, Irã, Turquia e Grécia, até chegarem à Itália.

Ele e o irmão Mohammed, com 11 anos na época, pegaram um barco para chegar à costa da Grécia. A embarcação virou e seu irmão não sobreviveu. Ali se salvou agarrando uma lata de gasolina.

Em entrevista a Raquel Martín, da Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), Ali disse que naquele momento pensou: “Se Jesus existe, Ele vai me salvar do afogamento”.

Ali estava sozinho quando chegou à Itália, e já sabia exatamente o que queria fazer: ele iria estudar Direito para que pudesse defender os fracos e ajudar aqueles que haviam sofrido tanto quanto ele em seu país.

Ajudando cristãos no Afeganistão

Hoje Ali tem 38 anos e é advogado. Depois de uma viagem muito longa e difícil, ele chegou à Itália com 13 anos e sozinho. Ele nunca se esqueceu de suas raízes afegãs. Ele contatou uma família cristã que vivia secretamente sua religião em sua terra natal e passou a apoiá-los em sua fé.

Ali conheceu esta família através de um amigo, com quem conversava frequentemente. Mas foram descobertos pelo Talibã.

O pai do amigo de Ali foi preso e essa foi a última vez que ouviram falar dele. A família foi forçada a fugir e se esconder em uma espécie de bunker, pagando um guarda para protegê-los. Ali diz que teve ajuda das autoridades italianas e conseguiram tirá-los do país. Eles agora estão morando na Itália.

Descobrindo a fé cristã

Quando criança, Ali se considerava “normal” e não era diferente do resto de seus amigos, que cresceram em famílias muçulmanas. Mas não foi esse o caso. Mesmo que ele não soubesse disso, Ali era um cristão. Seus pais nunca falaram abertamente sobre sua religião porque temiam que ele os traísse inadvertidamente.

Ele se lembra de como sua mãe sempre reservava um lugar vago à mesa em casa para o caso de alguém precisar pedir algo para comer.

“Meus pais sempre colocam um prato a mais na mesa para os convidados”, lembra ele. “Eu disse a eles: 'Somos pobres, como podemos ter outros?' Meu pai respondeu: 'Jesus compartilhou tudo com os outros.' Então perguntei: 'Quem é Jesus?' E ele disse: 'Somos cristãos.' Nem mais uma palavra.”

entrevistou este afegão cristão, cuja vida foi moldada pela aspiração de seguir a Cristo e por ser perseguida por isso.

Ali conta que descobriu que sua família era cristã quando tinha 8 anos. Na escola seus colegas o perguntaram por que seu pai não ia à mesquita para orar. Quando ele perguntou em casa, seu pai disse a Ali que ele não deveria dizer a ninguém que eram cristãos. “Meu pai explicou que os cristãos iam à igreja. No entanto, ele deixou por isso mesmo porque tinha medo de que eu saísse e falasse sobre nossa fé e que as pessoas descobrissem sobre nós”.

Ali conta que apesar do segredo, as pessoas finalmente descobriram que sua família era cristã. “Um dia, ao voltar da escola, descobri que o Talibã havia destruído nossa casa e matado meus pais. Meu irmão e eu fomos forçados a fugir do Afeganistão. Ele tinha 16 anos e eu 8”, relata.

Ali descreve sua história de fé e o esforço para conseguir chegar à Itália no livro “Hoje à noite olhamos para as estrelas”.

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