Deus, pátria e família estão presentes na sua casa ou apenas em seu discurso?

Para nós, cristãos, é muito importante compreender o real sentido das palavras que proferimos.

Fonte: Guiame, Marisa LoboAtualizado: sexta-feira, 19 de novembro de 2021 16:41
(Foto: Pixabay)
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O sentimento de patriotismo do brasileiro evoluiu muito nos últimos anos, não por acaso o bordão "Deus, Pátria e Família" constituiu um dos principais discursos do atual governo durante a sua campanha eleitoral em 2018, indicando que também houve um interesse maior por parte do público sobre os temas relacionados à fé e aos valores cristãos.

Mas, o que pretendemos dizer, exatamente, quando usamos bordões como esse "Deus, Pátria e Família"? Para nós, cristãos, é muito importante compreender o real sentido das palavras que proferimos, pois caso contrário corremos o risco de cair em descrédito quanto à fé, assim como aos olhos do próprio Senhor.

O terceiro mandamento da Bíblia Sagrada, descrito no livro de Êxodo 20:7, diz exatamente o seguinte: "Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o seu nome em vão". O sentido da passagem aqui, em relação ao nome, é moral e não literal.

Ou seja, não se trata de quantas vezes você fala a palavra "Deus", já que ela em si nem mesmo é o verdadeiro nome do Senhor, mas das suas intenções ao se referir a Ele! Se trata de uma lição sobre coerência, reverência e propósito.

É por isso que bordões como "Deus, Pátria e Família", para nós cristãos, devem ser trazidos ao pé da Palavra, a fim de que o nosso discurso não seja vazio, mas sim o reflexo das nossas intenções e práticas no dia a dia.

Coerência dentro do lar

Quando nos referimos a Deus, estamos falando de fé; quanto nos referimos à Pátria, estamos falando de identidade cultural e étnica; e quando nos referimos à família, estamos falando da criação do Senhor na Terra, consequentemente a todos os seus propósitos em relação à sociedade. É isso o que entendo quando falamos o bordão "Deus, Pátria e Família".

Acontece que o conceito de todos esses elementos não faz sentido algum se não estiver presente, antes de tudo, dentro do lar. Isso porque, é dentro da casa que exercemos a nossa fé em Deus, por exemplo, quando ensinamos os nossos filhos os valores bíblicos, amamos e respeitamos o cônjuge ou ajudamos o vizinho em suas necessidades.

Também é dentro de casa que os nossos filhos aprendem as primeiras lições de civilidade, como respeitar o próximo, às leis, regras de convivência, a nossa cultura e costumes tradicionais de cada região do país, etc., ou seja, o que compõe a nossa Pátria! 

Na sequência do bordão "Deus, Pátria e Família", portanto, a família é o berço de tudo, pois é através dela que exercemos a nossa fé em Deus e ensinamos o amor à Pátria, e tudo isso tem a ver com o próprio Senhor, porque ele nos criou em família para que essas coisas realmente acontecessem.

É por isso que em 1 Timóteo 5:8 está escrito que "se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente", porque antes de qualquer atenção voltada para "fora", quer seja em nome de uma ideologia política, profissão ou propósitos diversos, Deus quer que tenhamos coerência, primeiramente, dentro de casa.

O cuidado descrito em Timóteo, portanto, não é só material, como alguns imaginam, mas moral, espiritual e cultural. É nesse berço familiar que Deus se manifesta primordialmente, e é por meio dele que a Pátria vive, não só a nossa, como a de todas as populações na Terra, mas nada disso tem importância se o que você entende por "Deus, Pátria e Família" for apenas um discurso e não o seu estilo de vida.

Por Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Impor limite aos filhos, hoje, é parte da formação moral deles para amanhã

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