A empatia e o autoconhecimento

Quando temos a consciência de que somos corpo, de que somos um, podemos praticar a empatia, podemos nos colocar no lugar do outro

Fonte: Guiame, Darci LourençãoAtualizado: sexta-feira, 10 de setembro de 2021 16:09
(Foto: Canva)
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Nós fomos feitos para sentir a dor do outro. Sobre isso, a Bíblia nos chama, de forma muito didática, de “Corpo”. O que é o corpo? É a junção de membros e órgãos que para funcionar bem, precisar ajustados, trabalhar de forma interdependente. Sobre isso, que melhor explica é o apóstolo Paulo, em sua carta aos efésios:

“Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor. E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente.” (Efésios 4:16)

Quando temos a consciência de que somos corpo, de que somos um, podemos praticar a empatia, podemos nos colocar no lugar do outro, porque, afinal, só assim sentiremos o que o outro sente. É assim que estaremos despojados da vaidade, de nos acharmos melhor, superior, mais importante que o outro. Teremos uma mente cooperativa.

Tudo isso, no entanto, acontece com o autoconhecimento. O autoconhecimento é a liberdade de lidarmos com nossas falhas e imperfeições, porém, buscando resolver ou conviver bem com nossas questões. Pelo autoconhecimento, podemos ver nossas qualidades assim como nossos defeitos. Enxergamos a nossa humanidade. E, descobrindo isso, vemos a humanidade do outro.

De novo me socorro das palavras do apóstolo Paulo para explicar melhor esse argumento, sob o ponto de vista espiritual:

“Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?” (1 Coríntios 12:14-17)

Cada parte tem sua importância, valor, utilidade... Quando exerço a empatia, ajudo o outro a preservar sua importância, seu valor, sua utilidade.

Mas quando isso acontece? Quando nos conhecemos, quando aprendemos a respeitar o outro, quando entendemos a interdependência, quando reconhecemos as qualidades alheias.

A empatia é talvez a maior habilidade que precisamos treinar, assim como o autoconhecimento não deve ser desprezado. Se não fomos alvo da empatia de outros, mesmo assim podemos exercê-la. Por quê? Porque não queremos que certas situações que vemos outras pessoas passando aconteçam conosco. Não é verdade?

A empatia pode ser aprendida. Olhar o outro pode ser mais fácil do que parece, basta olharmos para nós mesmos. Pratique a empatia, comece dentro de sua casa, na sua igreja, empresa... Sempre haverá alguém precisando de sua ajuda, palavra, abraço, conselhos, amor...

Podemos aprender a empatia com Jesus, que, literalmente, colocou-se em nosso lugar para sentir o que sentimos e para tomar as nossas dores.

O Pai ama você!

Por Darci Lourenção, psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor” e “Viva sem compulsão”.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: A ressignificação do casamento

 

 

 

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