Dilma e outras 38 pessoas podem ser investigados após solicitação da oposição

Indiciamento de 59 pessoas, junto com a demissão da atual diretoria, é pedido no parecer paralelo da CPMI da Petrobras. Texto pode ser votado ainda hoje

Fonte: terra.com.brAtualizado: quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 10:55
Dilma
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Um relatório paralelo apresentado nesta quarta-feira (17) pela oposição, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, pede a investigação civil da presidente Dilma Rousseff e de outras 38 pessoas citadas no caso de lavagem de dinheiro e cobrança de propina na estatal. Além disso, o texto elaborado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), sugere o indiciamento de 61 investigados, entre ex-diretores de petroleira, parlamentares e donos de empreiteiras.

Dilma"A Petrobras foi, sim, objeto da sanha de um partido político (PT) que, associado a alguns parlamentares de outras duas agremiações, mas particularmente o PP, ao longo desses últimos dez anos, só fez engendrar mecanismos criminosos para manter-se no poder, não importando o custo de tal empreitada", afirmou Sampaio no relatório de 184 páginas. O texto irá a voto junto com o parecer retificado pelo relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), quando encerrar a ordem do dia na Câmara.

De acordo com a oposição, Dilma deve ser investigada civilmente "em razão de sua omissão na tomada de providências para proteger o patrimônio da Companhia, notadamente quando do episódio do veto às ressalvas feitas pelo TCU e pelo Congresso Nacional quanto à obra de Abreu e Lima em 2009". Na época, a hoje presidente da República era ministra da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da Petrobras. A investigação civil se difere da criminal no tipo de sanções e punições aplicadas.

Entre os indiciamentos, estão o da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, pelos crimes de falso testemunho e de prevaricação. Na visão da oposição, eles "negaram a verdade nos depoimentos que prestaram a esta CPMI, além de não terem tomado as providências que lhes competiam para evitar que o dano à Petrobras fosse potencializado, com o passar dos anos".

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