41% dos brasileiros dizem que aborto deve ser totalmente proibido, segundo Datafolha

A pesquisa Datafolha mostra que quatro em cada 10 brasileiros são contrários a qualquer tipo de aborto.

Fonte: Guiame, com informações do G1Atualizado: segunda-feira, 14 de janeiro de 2019 13:07
Maioria dos brasileiros são contra qualquer tipo de aborto e apoiam sua proibição. (Foto: Bruno Domingos/Reuters)
Maioria dos brasileiros são contra qualquer tipo de aborto e apoiam sua proibição. (Foto: Bruno Domingos/Reuters)

A maioria dos brasileiros são contrários a qualquer tipo de aborto, segundo uma pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (10). Cerca de 41% dos entrevistados acreditam que a prática deveria ser totalmente proibida.

A pesquisa também constatou que 34% dos brasileiros querem que a lei do aborto continue como hoje, 16% que consideram que o aborto seja permitido em mais situações e 6% que seja permitido em qualquer situação.

Atualmente, o aborto é permitido em apenas três casos no Brasil: quando a gravidez é resultado de estupro, quando há risco de vida para a mulher e se o feto for anencéfalo. Em qualquer outra situação, o procedimento é considerado crime.

O Datafolha também perguntou se mulheres estupradas que engravidam deveriam receber ajuda financeira para ter o filho. Nas respostas, 51% discordaram e 46% concordaram.

O levantamento foi realizado pelo Datafolha entre os dias 18 e 19 de dezembro, com 2.077 pessoas acima de 16 anos em 130 cidades de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Julgamento no STF

Nos dias 3 e 6 de agosto de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma audiência pública para discutir a descriminalização do aborto até a 12ª semana. A relatora da ação, ministra Rosa Weber, disse que a decisão passa por um período de amadurecimento e não deu prazos para o julgamento.

A ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) de descriminalização do aborto foi apresentada no dia 8 de março de 2017 pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

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