‘Quero levar outros a Cristo’, diz jovem que pregava enquanto cumpria prisão perpétua

Marvin teve uma vida de abusos e abandono em sua infância que o levou ao crime e, consequentemente, à prisão por roubo e tráfico de drogas.

Fonte: Guiame, com informações do NazarenoAtualizado: sexta-feira, 24 de setembro de 2021 17:43
Hoje livre, Marvin compartilha seu testemunho e sua nova vida em Cristo. (Foto: Reprodução / Nazareno)
Hoje livre, Marvin compartilha seu testemunho e sua nova vida em Cristo. (Foto: Reprodução / Nazareno)

Marvin cresceu sem-teto, junto com seu pai, durante grande parte de sua primeira infância. O comportamento abusivo do pai e seu vício em álcool tornavam difícil para ele sustentar o filho. O menino começou a ter problemas na escola e, à medida que ficava mais velho, as coisas só pioravam, com Marvin passando a vender drogas para se sustentar.

“Foi difícil, eu não tinha esperança naquela hora”, conta Marvin. “Eu me perguntava: 'Por que estou aqui? Qual é o propósito para a minha vida?' Durante muitas noites eu simplesmente chorava, perguntando 'Por quê?'”, lembra.

Nessa fase difícil de sua vida, Marvin tornou-se amigo da jovem Destanee. A mãe dela, Jenee Noriega, é pastora associada da Total Life Church desde 2018 e dirige um estudo bíblico para jovens. Embora Destinee continuasse convidando Marvin para o estudo da Bíblia, ele sempre recusava os convites.

Uma noite, Marvin e um amigo estavam andando pelo centro de Kansas City quando Destinee, junto com sua mãe e alguns outros adolescentes de seu grupo de jovens, o avistaram. Jenee convidou os dois para tomarem sorvete, e eles foram. Marvin percebeu imediatamente que havia algo diferente em Jenee.

“Ela realmente me mostrou o amor de Cristo”, conta Marvin. “Naquela época, eu não sabia que era [Jesus], mas pude dizer que ela era genuinamente uma pessoa amorosa e isso é algo que eu nunca tinha visto.”

Marvin começou frequentar os grupos de jovens e de estudos bíblicos. Depois de um tempo, ele entregou sua vida a Jesus Cristo, em 1º de janeiro de 2020, durante uma festa de Ano Novo organizada por Jenne.

Dificuldades

As coisas ficariam mais difíceis para Marvin. Seu pai o expulsou de casa no início da pandemia, e Marvin recorreu ao seu antigo ambiente nas ruas.

De volta às antigas práticas, ele cometeu um assalto à mão armada e acabou sendo enviado para a prisão, enfrentando 60 anos de prisão perpétua. Marvi conta que percebeu que estava sozinho, apenas ele e seus companheiros de cela. Ninguém de fora parecia se importar com ele, exceto Jenee Noriega.

Jenee compreendia bem Marvin, poie ela já havia passado por situação semelhante à do jovem. Ela tinha sido uma sem-teto, abusada por seu pai e abandonada por sua mãe, assim como aconteceu com Marvin. Inclusive, Jenee havia passado um tempo na prisão. Um domingo, ela foi à igreja e orou com uma mulher que começou a bater em sua porta todas as semanas para levá-la à igreja.

Assim, Jenee se entregou a Jesus, segundo ela, por causa dos cristãos fiéis e persistentes da Igreja do Nazareno Sandia em Albuquerque, em Novo México. Tendo vindo de origens semelhantes, a jornada de vida de Jenee se cruzou com a de Marvin. Então ela continuou insistindo em ajudar aquele jovem.

Recebendo ajuda e ajudando outros

Jenee começou a apostar em seus livros, um ato de bondade que alguém fizera por ela quando ela estava na prisão. Marvin ligava para ela e se informava sobre o estudo bíblico semanal. Na prisão, ele começou a liderar outros detentos no estudo da Bíblia.

Depois de trabalhar persistentemente nos bastidores com o advogado e oficial de condicional de Marvin, Jenee pôde apelar do caso de Marvin perante um juiz para retirar as acusações contra ele.

As orações de Jenee e Marvin foram atendidas - o juiz retirou todas as acusações contra o jovem.

“A graça de Deus para mim foi uma segunda chance”, disse Marvin. “Ele estava falando comigo durante os tempos difíceis, mesmo quando eu não reconhecia isso. Ele salvou minha vida, então Sua Graça é tudo para mim.”

Marvin deseja compartilhar sua história para que outros possam vir a conhecer o mesmo Deus que o salvou e resgatou e continua a amá-lo. Ele sentiu um chamado para o ministério e espera prosseguir depois de terminar o ensino médio.

“[Deus] tem me dito que tenho que fazer mais pelo Reino. Não posso simplesmente me acomodar lá e ser complacente e esperar o aplauso do homem”, disse Marvin. “Eu tenho que fazer mais por Ele. É minha meta este ano levar vidas a Cristo.”

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