Calendário europeu traz fotos de modelos nus com elementos religiosos e gera polêmica

Falando com exclusividade ao Portal Guiame, a psicóloga cristã Marisa Lobo afirmou que iniciativas como esta acabam gerando cada vez mais atitudes homofóbicas ao invés de combate-las, de fato.

Fonte: guiame.com.brAtualizado: quinta-feira, 23 de outubro de 2014 17:00
Calendário europeu traz fotos de modelos nus com elementos religiosos e gera polêmica
Calendário europeu traz fotos de modelos nus com elementos religiosos e gera polêmica

Calendário europeu traz fotos de modelos nus com elementos religiosos e gera polêmicaCom o pretexto de "combater a homofobia", um projeto idealizado inicialmente na Romênia tem gerado polêmica com sua edição que será lançada para 2015.

A iniciativa consiste em trazer fotos de modelos nus com elementos religiosos - em maioria, ortodoxos.

Com o tema “Amor é amor – Ortodoxo ou não”, o calendário será distribuído em diversos países da Europa, como Croácia, Bulgária, Romênia e também na Rússia - onde a fé ortodoxa ainda tem bastante influência.

Arquivo
Fato de certa forma semelhante aconteceu recentemente, à porta da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Em "atitude de protesto contra a homofobia", duas militantes do movimento feminista "Bastardxs", se posicionaram sobre uma cruz de papelão, seminuas e com réplicas de coroas de espinhos na cabeça para promover um "beijaço gay".

Ao que tudo indica, este protesto ocorrido no RJ foi a gota d'água para que o deputado federal Marco Feliciano (PSC - SP) e a psicóloga cristã especialista em Direitos Humanos Marisa Lobo criassem uma petição, solicitando a criminalização do mau uso de elementos religiosos (como nestes casos acima citados).

Falando com exclusividade ao Portal Guiame, Marisa Lobo e Feliciano comentaram a relevância desta petição.

"Na verdade há tempos nossa indignação vem crescendo. Desde o episódio dos ativistas que desrespeitaram os cultos onde eu ministrava, passando pela Jornada Mundial da Juventude no RJ, onde a marcha das vadias de maneira despudorada promoveu uma 'auto-empalação', usando crucifixos e despedaçando símbolos religiosos publicamente.[...]Vivemos num Estado Laico não em um Estado Laicista!", explicou Feliciano.

Efeito Inverso
Já Marisa Lobo destacou que apesar da proposta de "combater a homofobia", protestos como estes acabam estimulando ainda mais comentários e atitudes homofóbicas.

"Na verdade, esses movimentos LGBTT, que afrontam a fé cristã acabam não combatendo a homofobia, de fato. Acabam estimulando ainda mais homofobia, porque geram grande indignação em pessoas do mundo todo", disse.

A psicóloga também alertou que a atitude de usar elementos religiosos de forma pejorativa em seus protestos pode ser considerada um exemplo claro de "cristofobia".

"O que eles estão fazendo também pode ser caracterizado como cristofobia. Eles estão ferindo o orgulho e a fé das pessoas. É claro que com isso, cristãos vão começar a se defender e até proferir palavras mais duras com relação a este absurdo", afirmou.

Arte?
Ainda questionando a real intenção de iniciativas como a do "Calendário Ortodoxo", Marisa afirmou que o projeto deixa de ser arte quando passa a banalizar a religião.

"Não concordamos com protestos como estes e por isso elaboramos esta petição. Para que façamos valer a lei 208 do Código Penal, que pune pessoas que escarnecem da fé. Isto não é arte, não é cultura. Isto é escarnecer da fé e deveria ser proibido. Vai contra os Direitos Humanos e é mais um motivo para nos unirmos neste abaixo assinado, exigindo do Ministério Público o cumprimento da Lei", delcarou.

Concluindo o seu depoimento, a psicóloga reafirmou que a atitude expressa em protestos como estes é uma afronta à fé de qualquer cidadão e que o direito de crença tem que ser respeitado.

"Uma das maiores conquistas dos Direitos Humanos é a liberdade religiosa. Até que ponto a liberdade de expressão dá o direito para que as pessoas afrontem a fé desta forma? O cristianismo não aceita o comportamento homossexual e ponto. Isto tem que ser respeitado", finalizou.

A petição para criminalizar o mau uso de elementos religiosos já conta com mais de 11 mil assinaturas.

Para acessar o documento, clique aqui.

Por João Neto - www.guiame.com.br 

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