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Yom Kippur: Dia do Perdão começa amanhã ao pôr do sol

O encerramento da celebração será no pôr do sol do dia 16/9 com a oração e toque do shofar.

Fonte: Guiame, com informações do El País e JPAtualizado: terça-feira, 14 de setembro de 2021 14:10
Judeus ultraortodoxos tocam o shofar enquanto os fiéis oram no Muro das Lamentações. (Foto: Reprodução / El País)
Judeus ultraortodoxos tocam o shofar enquanto os fiéis oram no Muro das Lamentações. (Foto: Reprodução / El País)

Celebrado uma vez a cada ano, o Yom Kippur é uma das datas sagradas mais importantes do judaísmo, e significa o Dia do Perdão ou Dia da Expiação. O evento é comemorado no décimo dia a partir do Hosh Hashaná, primeiro dia do Ano Novo no calendário judaico.

Este ano, o Yom Kippur começa na tarde de 15 de setembro e vai até a tarde de 16 de setembro. Nesse período, os praticantes do judaísmo passam o dia em oração e arrependimento e praticam boas ações para obter o perdão. Para isso, eles realizam algumas ações que representam um sacrifício para alcançar a expiação.

O feriado judaico é um dia de jejum extremo e de intensa oração. São quase 26 horas em que os judeus se abstêm de comer e beber como meio de privação e compaixão. Também estão proibidos de usar roupas de couro, usar cosméticos, tomar banho, ter relacionamentos íntimos, trabalhar, carregar peso ou tocar um instrumento musical.

A importância do Yom Kippur reside em um momento de reflexão, introspecção e limpeza espiritual que inclui o arrependimento dos pecados. A celebração ocorre ao longo do dia, incluindo leituras da Torá e orações de perdão.

O encerramento da celebração é feito com a oração de encerramento e o som do shofar, instrumento musical especial para esta cerimônia feito com o chifre de carneiro esculpido. O som do shofar tem como objetivo despertar a alma da pessoa, sacudir seu conforto e convidá-la a uma conversão.

O caminho do arrependimento tem três eixos: o judeu religioso busca o perdão dos erros consigo mesmo, com os outros e com Deus.

No Yom Kippur é usada uma saudação específica: Jatimá tová, que significa "Boa assinatura!" e se refere ao desejo de que o próximo seja perdoado por Deus.

A história deste dia

O feriado está relacionado à história de Moisés e ao Êxodo do Egito, período em que Deus libertou os judeus da escravidão.

Depois que Deus libertou o povo judeu, eles adoraram um bezerro de ouro.

Moisés, que estava no Monte Sinai para aprender as leis de Deus, conhecidas como os Dez Mandamentos, voltou com as tábuas nas quais estavam esculpidas.

Quando Moisés viu o bezerro de ouro, ele ficou furioso e queimou o ídolo para o qual seu povo recorria em sua ausência.

Então ele voltou ao topo da montanha para pedir perdão a Deus.

Moisés recebeu esse perdão no décimo dia de Tishrei, o sétimo mês do calendário judaico, e desceu da montanha.

Desde então, o décimo dia de Tishrei é conhecido como Yom Kippur.

Data é oficializada no Estado de São Paulo

A partir deste ano, o Estado de São Paulo passa a celebrar o Yom Kippur em seu calendário oficial.

A norma foi estabelecida pela Lei 17.361/21, de autoria do deputado Tenente Nascimento (PSL), sancionada em abril pelo governo de São Paulo.

Pastor da Assembleia de Deus Ministério no Ipiranga, o deputado disse que a lei atende ao pedido da comunidade judaica e cristã como um todo. No Brasil, os cristãos consideram esse um tempo de arrependimento e de consagração a Deus. Tempo de buscar a paz com todos. Tempo de reconciliação com Deus e com o próximo.

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