O Ano do Jubileu

A cada cinquenta anos havia um ano chamado de jubileu, que era consagrado a Deus.

Fonte: Guiame, Paulo de TarsoAtualizado: quarta-feira, 21 de outubro de 2020 17:58
(Foto: Chabad)
(Foto: Chabad)

Nos dois últimos módulos falamos sobre o sábado e o ano sabático. Quero agora dar continuidade falando sobre o ano do jubileu ou “da libertação”. Afinal, o que era esse ano? Seria possível extrair princípios financeiros dele? Tratava-se do quinquagésimo ano. A cada cinquenta anos havia um ano chamado de jubileu, que era consagrado a Deus. Mas de que forma?

Um primeiro ponto é que, assim como no ano sabático, as pessoas não deveriam trabalhar. Seria um ano de descanso. Eis as orientações: Nesse ano ninguém semeará os seus campos, nem colherá o trigo que crescer por si mesmo, nem podará as parreiras, nem colherá as uvas, pois o Ano da Libertação é sagrado para o povo, e nele todos se alimentarão somente daquilo que a terra produzir por si mesma. (Levítico 25.11,12).

Sabemos que provavelmente a maioria das pessoas chegará aos 50 apenas uma vez na vida. Alguns conseguiram chegar aos 100. Mas que tal fazer essas pausas programadas mais ou menos como sugerimos em relação ao ano sabático? Creio que é até mais fácil devido ao longo tempo que temos para planejar esse período de pausa em nosso dia a dia.

Outra coisa que os israelitas deveriam fazer no ano do jubileu era libertar todas as pessoas. Esse ano, que vem depois de cada 49 anos, é o ano sagrado da libertação em que vocês anunciarão liberdade a todos os moradores do país. Nesse ano, todos os que tiverem sido vendidos como escravos voltarão livres para as suas famílias e todos os campos que tiverem sido vendidos voltarão a pertencer ao primeiro dono (Levítico 25.10). Sabemos que hoje não existe mais a escravidão como naquela época, mas certamente poderá ser uma oportunidade para perdoar as dívidas de pessoas, tornando-as assim livres das pendências financeiras que tantas vezes nos atrapalham.

Mais outra coisa que acontecia naquele ano é que as pessoas poderiam reaver suas propriedades. Todos os campos que tiverem sido vendidos voltarão a pertencer ao primeiro dono (Levítico 25.10). Então, se alguém tivesse vendido uma propriedade para outra pessoa, no ano do jubileu a propriedade voltaria a ser sua novamente porque Deus não desejava que uma pessoa explorasse outra financeiramente.

Por isso Deus disse: A terra é de Deus; portanto, ela não será para sempre daquele que a comprar. Deus é o dono dela, e para ele nós somos estrangeiros que moram por um pouco de tempo na terra dele (Levítico 25.23). Note que os pensamentos de Deus na área financeira são bem diferentes daqueles das pessoas em geral e de como a sociedade moderna funciona. O ano do jubileu era uma oportunidade para as pessoas praticarem ações que visavam ao bem-estar financeiro dos outros, buscando sempre um equilíbrio social e diminuindo a possibilidade de exploração financeira.

Você pode estar certo de que Deus não muda, mas ele vai nos dando a oportunidade de mudar a partir dos princípios maravilhosos de sua Palavra a maneira como administramos o nosso dinheiro. E você? Você está disposto a mudar? Está disposto a se espelhar no ano do jubileu e ver como você poderia melhorar a administração do seu dinheiro?

Conclusão: Procure momentos em que você possa deixar a rotina dos afazeres diários e se dedicar a um projeto especial de Deus. Para isso você precisará planejar-se financeiramente. Periodicamente perdoe as dívidas de outras pessoas. Libere essas pessoas e você sentirá tudo de bom que Deus tem para você e para sua vida financeira.

Por Paulo de Tarso, pastor, engenheiro e mestre em Teologia. Fundador do Ministério Finanças para a Vida, que ensina pessoas de todas as idades a administrar o dinheiro de acordo com a Bíblia. É autor dos livros “Sucesso Financeiro” e da série “Finanças em Ação”.

*O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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