Deus é bom, sempre foi

Desde o início Deus sempre mostrou sua misericórdia para o homem.

Fonte: Guiame, Mariana MendesAtualizado: terça-feira, 10 de agosto de 2021 18:54
(Foto: Canva)
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Após a entrada do pecado no mundo, tudo que era paz e harmonia, começou a ser dominado pelo caos. Caim e Abel – os primeiros filhos de Adão e Eva de que temos registro – em um belo dia, oferecendo ofertas ao Senhor, o que deveria ser uma prática comum para eles, se deparam com uma situação complicada. Abel separa a melhor parte, enquanto Caim pega o que havia sobrado para oferecer a Deus.

A situação é que a oferta de Abel é aceita, mas a de Caim, não. O Senhor se agrada da obediência e dedicação de Abel, do temor e amor que ele demonstra para com Deus, porém a negligência de Caim não é aceita; de Deus não se zomba, Ele é Senhor do Universo. Caim é invadido por ciúme e inveja do irmão.

Em sua fúria, Caim abre espaço para o pecado, e para quem já conhece a história, nada de novo, Caim mata Abel, seu próprio irmão. Esse é o primeiro assassinato documentado na história. Irmão com irmão, dá para imaginar? Isso nos faz lembrar que o pecado deturpa nossas mentes e corações desde que entrou no mundo. Intrigas e acontecimentos absurdos dentro da própria família não é atual, desde que o pecado entrou no mundo, ações impensáveis passaram a sondar a humanidade.

Vemos na Bíblia que Deus fala com Caim, perguntando por Abel. É claro que Ele sabia o que havia acontecido, o que estava sendo buscado ali era uma confissão, da mesma forma que somos incentivados a orar, nos confessando e derramando nosso coração ao Pai, a confissão foi feita para o nosso bem, não para manter Deus informado, Deus sabe de tudo. Caim apenas responde de forma ríspida (ao que podemos notar no texto) e então é confrontado por Deus, recebendo sua consequência.

Caim percebe que ser mandado para longe do Pai é profundamente amargo, que será difícil e sentimos seu clamor e desespero quando diz: “Meu castigo é pesado demais. Não posso aguentá-lo!” E então, vamos o nosso Deus misericordioso dizer: “Eu castigarei sete vezes mais quem matar você.” Deus castiga Caim, mas não deixa de amá-lo, vemos sua proteção e cuidado, mesmo diante dos absurdos pecados de Caim.

Não sabemos como Caim viveu pelo resto de seus anos. Mas podemos aprender duas coisas básicas com sua vida. Nossos pecados têm consequências, Caim precisou enfrentar as dele, nós passaremos pela mesma coisa, as consequências sempre precisaram ser encaradas. Segundo, Deus é bom, sempre, nosso Deus é amor. O perdão de Jesus alcançou Caim há milênios atrás, nos alcança hoje também. As misericórdias de Deus não cessam, e nada do que façamos nos afasta de Seu amor. No entanto, só podermos viver com Ele se O aceitarmos. E isso é escolha nossa.

Caim pode ter escolhido se arrepender e voltar para Deus ou seguir se afastando do Pai. A escolha era dele para ser feita e também é nossa para a fazermos diariamente.

Por Mariana Mendes, escritora e estudante de Letras. Trabalha com mídias sociais e fundou o canal EntreLinhas. Filha do Pai e filha de pastor. É apaixonada por ver a rotina com novos olhares.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: Eu prego o evangelho?

 

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