
Pastora e psicóloga, coach, especialista em Educação, autora dos livros Na intimidade há cura, Viva sem compulsão e A equação do amor. Foi gestora do Núcleo Assistencial Heliópolis, onde implantou diversos programas educativos.

Você já refletiu sobre o poder extraordinário que se manifesta quando nós, filhos de Deus, nos unimos em oração? Há uma força espiritual profunda nesse ato de concordância, e vale a pena revisitarmos esse tema à luz do que Jesus nos ensinou.
Ele afirmou:
“Se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mateus 18:19).
O termo “concordar”, no grego, traz a ideia de “firmar um acordo”. Aprofundando um pouco mais, a própria palavra “acordo” vem do latim accordare, variante de concordare, que significa “estar em harmonia, concordar”. É formada por ad (“a, para”) e cor (“coração”).
Em outras palavras, teoricamente, aqueles que fazem um acordo colocam seus corações juntos nessa decisão. E é assim que deve ser.
Quando entendemos o significado da própria palavra, percebemos o quanto a “concordância” é forte. Ela é poderosa e capaz de produzir aquilo que Jesus afirmou. Ele deixou claro que, quando estamos com o coração alinhado no mesmo propósito – e esse propósito, por sua vez, alinhado com a Palavra – o Pai nos atende.
Essa promessa nos mostra que a oração não precisa ser apenas uma experiência individual. Há momentos em que Deus nos chama a abrir o coração, compartilhar nossas necessidades, unir nossa fé à de outras pessoas e buscar juntos a Sua intervenção.
É como Paulo disse: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1 Coríntios 3:6). Há uma cooperação que o Pai honra e faz frutificar.
Mas é importante a gente entender também que, concordar em oração, é muito mais do que duas pessoas repetirem o mesmo pedido. A verdadeira concordância nasce quando corações se alinham diante de Deus, reconhecendo Sua soberania e submetendo seus desejos à Sua vontade.
É quando podemos dizer juntos:
“Senhor, nós cremos no Teu poder, confiamos no Teu amor e entregamos esta situação em Tuas mãos”.
A unidade espiritual não tenta determinar o que Deus deve fazer; ela expressa confiança de que Ele sabe o que é melhor.
Foi Jesus também que declarou:
“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20).
Essa promessa é maravilhosa, porque ao nos unirmos em oração não estamos sozinhos. Jesus está conosco – ouvindo, guiando e direcionando nossos passos. Quando dois ou mais se reúnem em Seu nome, Ele está presente, e Sua presença transforma a oração em algo vivo, eficaz e cheio de poder. Não é incrível?
Quando uma família se reúne para orar, quando irmãos intercedem uns pelos outros ou quando a Igreja clama em unidade, Cristo está presente. Talvez a resposta ainda não tenha chegado, talvez as circunstâncias continuem difíceis, mas ninguém que ora em comunhão precisa enfrentar suas batalhas sozinho.
Quando oramos juntos, alinhados com a vontade de Deus, algo também acontece dentro de nós: a esperança é renovada, a fé é fortalecida e o coração encontra descanso.
O céu não é movido pela quantidade de pessoas reunidas, mas pela fé depositada em Deus e pela presença de Cristo entre aqueles que clamam em Seu nome.
Por isso, não desista de orar. Una-se a alguém, apresente sua causa ao Pai e permaneça confiante. A unidade na oração fortalece a fé e nos lembra de que, para Deus, nenhuma situação está além do Seu poder.
O Pai ama você.
Darci Lourenção (@pra_darci_lourencao) é psicóloga, pastora, coach, escritora e conferencista. Foi Deã e Professora de Aconselhamento Cristão. Autora dos livros “Na intimidade há cura”, “A equação do amor”, “Viva sem compulsão” e “Devocional Minha Família no Altar”.
* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.
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