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Saúde

Raio-X experimental pode revelar doença de Alzheimer precocemente, diz estudo

Raio-X experimental pode revelar doença de Alzheimer precocemente, diz estudo

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Cientistas do Laboratório Nacional Brookhaven, do governo dos Estados Unidos, demonstraram este mês uma técnica de imagem em raio-X altamente detalhado que poderia ser desenvolvido para o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. A técnica já havia sido usada para a avaliação de tumores em tecidos da mama e na cartilagem do joelho e tornozelo humanos, mas é a primeira vez que é testada sua capacidade de visualizar as minúsculas placas no cérebro que caracterizam a doença neurodegenerativa.

"Essas placas são muito difíceis de ver, não importa como você tenta produzir sua imagem", disse o pesquisador Dean Connor. "Certos métodos podem visualizar a carga total da placa, ou o número total de placas, o que cumpre um papel na avaliação clínica e na análise da eficácia da droga. Mas esses métodos não podem oferecer a resolução necessária para nos mostrar as propriedades individuais das placas de amiloide beta", completou.

A nova técnica, denominada "imagens realçadas por difração", usa feixes de raio-X extremamente brilhantes de sincrotron, que são milhares de vezes mais intensos e extremamente concentrados em relação ao raio-X convencional. O resultado, segundo os especialistas, é uma menor dose de raios-X com uma maior qualidade de imagem.

No estudo, os cientistas usaram a técnica em um módulo de alta resolução chamado tomografia microcomputadorizada para visualizar placas individuais em modelos cerebrais de ratos com doença de Alzheimer. E o resultado não apenas revelou imagens detalhadas dessas formações de amiloide beta, mas também provou que a técnica pode ser usada em cérebros inteiros para a visualização de estruturas anatômicas, sem o uso de agente de contraste.

"Agora que sabemos que podemos, na verdade, ver essas placas, a expectativa é desenvolver uma modalidade de imagem que trabalhará em humanos vivos", destacaram os autores. "Também mostramos, agora, que podemos ver essas placas em um cérebro inteiro, o que significa que podemos produzir imagens a partir de um animal vivo e aprender como essas placas crescem", complementaram.

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