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Saúde

Outono: Queda na temperatura faz proliferar viroses

Outono: Queda na temperatura faz proliferar viroses

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Por ser uma fase de transição entre o verão e o inverno, o outono apresenta características de ambas as estações: redução de chuvas, mudanças bruscas no tempo, nevoeiros em algumas regiões, entre outras. E tudo isso faz proliferar as temidas viroses da estação: pitiríase rósea, viroses exantemáticas (rubéola, enteroviroses, mononucleoses infecciosa e sarampo), roséola, herpes labial, entre outras.

A Pitiríase rósea tem causa desconhecida. Sua cura ocorre espontaneamente em um período de 4 a 8 semanas e segundo o dermatologista Erasmo Tokarski a doença não é considerada contagiosa. "Ela se inicia pelo 'medalhão', lesão primária, isolada, com cerca de 2 a 5 cm de tamanho, precedendo em alguns dias o surgimento de uma erupção cutânea formada por manchas circulares ou ovais, avermelhadas (róseas) e com descamação em suas bordas (a descamação pode ser observada esticando-se a pele)", explica. Costuma atingir principalmente o tronco e a raiz dos membros, sendo rara nas extremidades e na face. Em alguns casos, infecções de vias aéreas superiores precede o aparecimento da doença.

A intensidade e o número de lesões varia muito, e uma característica importante é a distribuição das lesões no tronco, que seguem a direção das costelas, adquirindo, com a coluna vertebral um aspecto que lembra um pinheiro. Geralmente não há sintomas, mas pode haver coceira em alguns casos. A doença cura-se espontaneamente, mas algumas terapias podem ser instituídas para abreviar a duração da doença, principalmente nos casos mais intensos ou acompanhados de coceira. O diagnóstico e escolha do tratamento devem ser determinados pelo médico dermatologista.

Outras viroses conhecidas são as exantemáticas que podem ter várias causas, sendo  a mais comum delas a infecciosa, em geral causada por vírus. Geralmente as mais comuns são provocadas pelo vírus Epstein-Barr (VEB) seguida pelo citomegalovírus (CMV). A tríade clássica se constitui de dor de garganta, febre e ínguas pelo corpo principalmente no pescoço, mas outros sintomas como mal-estar, dor de cabeça, sono em excesso, olhos inçados, falta de apetite, dores musculares, calafrios, náuseas, desconforto abdominal, tosse, vômitos e dores articulares também podem estar presentes nesta ordem de freqüência.

"Após o contato a doença leva em média 2 a 3 semanas para manifestar-se sendo que as manifestações mais freqüentes são a dor de garganta e a febre que tem um padrão diário, vespertino e pode chegar até 40 graus. Em 5% dos casos ocorre manchas na pele parecido com urticária, uma manifestação comum a outras doenças infecciosas como a rubéola e o sarampo, por exemplo", explica Tokarski.

A roséola, mais conhecida como exantema subitum é outro exemplo, nos adultos causa uma síndrome semelhante à mononucleose infecciosa, contudo infecta mais freqüentemente crianças. Caracteriza-se por aparecimento súbito de febre moderadamente elevada seguida de manchas vermelhas na pele. Os sintomas duram 3 ou 4 dias e a transmissão é por contato direto ou com secreção proveniente de espirro e tosse e é bastante infecciosa. "Aqui o diagnóstico é eminentemente clínico. A sorologia não se faz necessária. O tratamento é inespecífico: aliviar as roupas se a criança ficar muito suada, ingerir mais água do que o normal e, eventualmente administrar paracetamol quando a temperatura subir muito", explica o dermatologista.

E como não poderia faltar, daqui a pouco as chuvas cessam e a secura começa propiciando ressecamento dos lábios e o aparecimento da herpes labial. Ela é uma infecção causada pelo herpes simplex vírus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado. A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica.

"Geralmente as lesões podem coçar e arder formando bolhas agrupadas sobre a área avermelhada e inchada. Elas se rompem liberando um líquido rico em vírus e formando uma ferida, fase de maior perigo de transmissão da doença. Logo depois começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização. Em média o processo dura de 5 a 10 dias, mas hoje já podemos retardar o processo com aplicação de laser de baixa potência que muitas vezes podem até abortar a crise por completo", afirma Tokarski.

Postado por: Felipe Pinheiro

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