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Saúde

Insônia: distúrbio do sono mais comum na população

Insônia: distúrbio do sono mais comum na população

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Trabalho, filhos, afazeres domésticos, despesas para pagar, trânsito, e mais uma dezena de outras atividades, sem contar o desgaste emocional que passamos todos os dias. Fim de noite e, finalmente, temos algumas horas para dormir e descansar. Algumas pessoas colocam a cabeça no travesseiro e dormem, outras não conseguem relaxar devido à insônia. Segundo o Instituto do Sono, entre 20% e 50% da população brasileira sofre deste distúrbio do sono.

De acordo com a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, o sono tem um importante papel para nosso bem estar e saúde. “Durante esse período, nosso organismo realiza funções importantíssimas, com conseqüências diretas à saúde, como o fortalecimento do sistema imunológico, liberação de hormônios (hormônio do crescimento, insulina e outros), consolidação da memória, isso sem falar no relaxamento e descanso da musculatura”, explica.

A insônia é o distúrbio do sono mais comum.  Ela se caracteriza tanto pela dificuldade de iniciar o sono como de mantê-lo, ou mesmo a percepção de que o sono não foi reparador. O problema pode ser temporário ou crônico.

Segundo a médica, o diagnóstico do distúrbio exige que, além do dormir mal ou não dormir, existam também as perturbações do bem-estar no dia seguinte. Estas perturbações seriam: fadiga, cansaço fácil, ardência nos olhos, irritabilidade, ansiedade, fobias, incapacidade de concentração, dificuldades de atenção e memória, mal-estar e sonolência.

As causas da insônia são variadas, e incluem doenças psiquiátricas como depressão, ansiedade, estresse, preocupações, barulho, dentre outras. “Em termos de gravidade, podemos dizer que a insônia não mata, mas maltrata. Isso quer dizer que ela afeta mais o aspecto psíquico e social da vida do que ameaça o seu componente biológico”, afirma a psicanalista.

Combate à insônia

O ponto-chave para amenizar ou até mesmo curar o distúrbio, segundo a médica, geralmente está em mudanças na rotina durante o dia, até o momento de dormir, como:

Respeitar os horários, mantendo a hora de dormir e acordar constantes, sempre que possível; Limitar o tempo de permanência na cama. Muito tempo deitado pode levar a um sono pouco repousante e superficial. Tentar acordar no mesmo horário todas as manhãs, independentemente do horário que foi dormir; Evitar tentar dormir. Quanto mais tentar, mais acordado ficará. É recomendável ler ou assistir televisão até ficar com sono e dormir, naturalmente; Praticar atividades físicas intensas, pelo menos, entre 20 e 30 minutos por dia, de preferência cinco ou seis horas antes de ir para a cama; Evitar, ou consumir com moderação, café, álcool e nicotina. A cafeína e a nicotina podem impedir o sono. Com o álcool, ocorre um sono pouco repousante e do qual se acorda facilmente e com freqüência;   Encontrar maneiras de relaxar. Caso essas dicas não resolvam a medica orienta a busca de um especialista para indicar o melhor tratamento para cada caso. Postado por: Felipe Pinheiro

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