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Saúde

11,6 milhões de crianças já foram vacinadas contra poliomielite

11,6 milhões de crianças já foram vacinadas contra poliomielite

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Dados da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra Poliomielite divulgados nesta segunda-feira, 22 de junho, apontam que 11,6 milhões de crianças menores de cinco anos foram vacinadas em todo o país. O balanço parcial - consolidado às 17h00 - mostra 75,16% de cobertura da população-alvo, que é atingir 14,7 milhões de crianças. Este número representa 95% do total deste segmento populacional, o que representa cerca de 15,5 milhões de menores de até cinco anos.

Nos próximos dias, a vacinação continua em todos os municípios, inclusive em zonas rurais e localidades de difícil acesso, como a região amazônica. As Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde são responsáveis pela atualização dos dados nas próximas semanas. Até o momento, de acordo com o balanço preliminar, as coberturas por região ficaram em 86,85% no Sul, 79,96% no Sudeste, 69,1% no Nordeste, 73,52% no Centro-Oeste e 62,79% no Norte.

Com o slogan "Não dá pra vacilar. Tem que vacinar.", a campanha recebeu R$ 46 milhões em investimentos do Ministério da Saúde. Do total, R$ 21,8 milhões foram aplicados na aquisição dos imunobiológicos (vacinas); R$ 13,2 milhões foram transferidos para os Fundos Estaduais e Municipais de Saúde; e R$ 11 milhões foram investidos em ações de comunicação e publicidade para as duas fases da mobilização. Ao todo, 115 mil postos de vacinação participaram da primeira etapa da campanha, com o envolvimento de cerca de 350 mil pessoas e a utilização de cerca de 40 mil veículos (terrestres, marítimos e fluviais).

O Brasil, assim como toda a América Latina, já recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de que não há circulação do vírus da poliomielite no território nacional. Essa vitória sobre o vírus ocorreu, sobretudo, pelas campanhas e dias de vacinação, realizados desde a década de 80. "Atualmente, a importância da vacina é manter o país livre da circulação do vírus. As gotinhas não têm contra-indicações. A aplicação não provoca dor e a vacina é a única forma de prevenir a doença", explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Maria Arindelita Arruda.

SOBRE A DOENÇA - A vacina contra a poliomielite é um serviço básico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e disponível durante todo o ano nos postos de saúde, na vacinação de rotina. Além do esquema básico (três doses de rotina), a criança de até cinco anos de idade tem de tomar todos os anos as duas doses da campanha. Isso porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus. "As várias doses se justificam por isso. Se a criança não desenvolveu a imunidade com relação a um vírus, com as várias doses, ela tem oportunidade de se imunizar", diz Arindelita.

A poliomielite é uma infecção grave. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso. As conseqüências mais comuns ocorrem nos membros inferiores, mas o vírus também pode ocasionar uma lesão mais grave em um ou mais membros ou até mesmo levar à morte - por meio de uma tetraparalisia. A doença é causada e transmitida por um vírus que entra no organismo via oral.

A pessoa infectada pode transmitir a doença pelas fezes que, em contato com o ambiente, atingem quem não foi devidamente imunizado. Como o vírus é muito leve, ele pode ser levado pelo ar, entrar em contato com o alimento, com os brinquedos ou atingir a criança por via oral ou pela ingestão de água contaminada. Em ambientes com más condições de saneamento básico, o vírus pode contaminar a água, o solo e o meio ambiente de forma geral.

NO MUNDO - A transmissão da poliomielite é endêmica (constante) em quatro países: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Outros 15 países têm registro de casos importados: Sudão, Uganda, Quênia, Benim, Angola, Togo, Burkina Faso, Niger, Mali, República Central da África, Chade, Costa do Marfim, Gana, Nepal e República Dominicana do Congo.

São países com os quais o Brasil mantém relações comerciais e com alguns deles há fluxo migratório de pessoas. "O fato de a pólio estar erradicada no Brasil não é motivo para descanso. É importante manter a vigilância e imunizar as crianças. Se alguém trouxer o vírus de um desses países, as crianças não correrão risco de adquirir a doença", explica Maria Arindelita.

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