O Cuidado com o próximo

O Cuidado com o próximo

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:25

No title Temos lido muito sobre o que pessoas de valor falam sobre as boas obras em favor da nossa sociedade carente. Mas, o que a Bíblia diz? Lembrar isso certamente nos ajudará.

Amar o próximo como a si mesmo é parte exigida no compromisso de Israel com Deus. Esse amor deve ser manifesto de forma prática, de acordo com a necessidade do próximo. Dos Dez Mandamentos, quatro dizem respeito ao relacionamento com Deus e seis são exigências que visam ao próximo (Êxodo 20).

A Bíblia aponta o estrangeiro como o próximo: "Como natural, será entre vós o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos..." (Levítico 19.34). Também o pobre é o próximo: "Se o teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então, sustentá-lo-ás. Como estrangeiro e peregrino ele viverá contigo. Não receberás dele juros nem ganho..." (Levítico 25.35,36). Na repetição da Lei Moisés determina: "não endurecerás e teu coração, nem fecharás as tuas mãos ao teu irmão pobre". E: "Nunca deixará de haver pobres na Terra; por isso, eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra" (Deuteronômio15. 11). E o sábio declara: "Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício" (Provérbios 19.17).

Por meio de profetas o Senhor disse a Israel que não aceitava o culto que Lhe prestavam, porque eles não atentavam para a necessidade de um tipo especial de próximo: "Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas (Isaías 1.17). Miquéias, falando sobre o mesmo assunto, diz: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (6.8). O culto só é "em espírito e em verdade", quando em amor. Culto sem amor a Deus não é aceito por Ele. E, segundo o apóstolo do amor, "aquele que não ama a seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê"(I João 4.20).

Davi diz que aquele que é ímpio abate o pobre e o necessitado (Salmo 37.14), mas quem acode ao necessitado é bem-aventurado (41.1). É nessa linha de pensamento que o apóstolo diz: "Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino"; e: "aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?" Então, exorta: "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade" ( I João 3.15,17,18).

É interessante notarmos que um dos resultados do derramamento do Espírito Santo sobre a igreja de Jerusalém foi que "Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum... nenhum necessitado havia entre eles..." (Atos 4.32,34).

Assim, nosso coração deve ser naturalmente caridoso por causa do amor de Deus que em nós habita. O que podemos fazer, de prático? Sempre que, em nosso caminho, encontrarmos alguém que, como o Samaritano, foi ferido e lançado ao pó, cabe-nos socorrê-lo com os recursos de que dispomos, sem qualquer interesse. E, quando não temos o suficiente, devemos levar o necessitado a quem o tem, para que nada do que é necessário lhe falte.

As obras de nada servem para a salvação. Veja: "Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2.8,9). "Se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça" (Romanos 4.2,3). "Visto que ninguém será justificado diante d’Ele por obras da Lei... onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que Lei? Das obras? Não; pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da Lei" (Romanos 3.20,27,28). "A Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que crêem" (Gálatas 3.22).

Se as obras não salvam, há algum propósito espiritual para que eu as faça? Sim, pois essa é uma das razões para a nossa existência na Terra: "Somos feitura d’Ele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2.10). Também está escrito que seremos recompensados pelas boas obras que tivermos feito: "E eis que venho sem demora, e comigo está o GALARDÃO que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 22.12). Jesus disse que "Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo e quem der de beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão" ( Mateus 10.41,42).

"Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (Gálatas 6.10).

Pr. Jonas Neves de Souza

Jonas Neves nasceu em Rolândia - PR, em 07 de outubro de 1953. Nascido em lar evangélico, entregou sua vida a Cristo aos sete anos de idade. Em 1973 foi para Belo Horizonte, onde, em 1977 graduou-se bacharel em Teologia pelo STEB-FATEBAN - Faculdade Teológica Batista Nacional. Por cinco anos foi seminarista da Igreja Batista da Lagoinha e dentre outras realizações fundou a Igreja Batista Getsêmani de Belo Horizonte - MG, a qual pastoreou por 4 anos.

Em 1981 a Convenção Batista Nacional, CBN, o elegeu Secretario Executivo da Aliança Batista Missionária da Amazônia. Transferiu-se para Belém - PA com toda sua família. Até 1985 exerceu um ministério com muito sucesso. Estabeleceu igrejas, assentou missionários, implantou a estrutura da CBN, desde Rondônia até Piauí.

Depois disso aceitou o convite da Igreja Batista da Lagoinha, Belo Horizonte - MG, e esta serviu por 15 anos como pastor. No Final de 1999 o Pr. Jonas Neves de Souza assumiu o pastorado da Igreja Batista do Povo, São Paulo - SP. É casado com Solange e tem cinco filhos: Aline, Ádila, Anny, Iva e Alisson. Tem cinco netos.  

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