Oração e missões - Parte 1 - Princípios da Intercessão

Oração e missões - Parte 1 - Princípios da Intercessão

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Crendo que qualquer atividade no Reino de Deus deve ser precedida pela oração, abordaremos com fundamentação bíblica, a missão de interceder como tarefa decisiva para o bom êxito da obra missionária.

Iniciaremos, portanto, chamando a atenção do intercessor para alguns princípios que são fundamentais para uma oração eficaz.

I - Princípios da intercessão

1.  Coração ardente - É necessário lembrar que missões começa com o coração e a intercessão deve ser antes de tudo uma expressão de um coração ardente de paixão por Deus e pelo cumprimento do desejo do seu coração - a salvação do homem perdido.  

Entendemos portanto, que a oração não é o cumprimento de um dever eclesiástico nem tão pouco uma função puramente racional. Intercedendo pelo  povo de Israel, o apóstolo Paulo expressa: "Irmãos a boa vontade do meu coração e a minha suplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos." (Rm. 10:1) Quando o Senhor Jesus viu as multidões aflitas e exaustas, compadeceu-se delas e fez um apelo aos discípulos: Rogai ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. (Mt. 9:36,38)

O coração do intercessor deve arder com a compaixão divina, que se compadece da miséria humana e comove-se por aqueles que ainda não experimentaram a graça salvadora. Na antiga aliança, o sacerdote mantinha o fogo do altar de incenso aceso, queimando diante de Deus. Isto ilustra o ardor e paixão com que devemos orar. George W. Peters pronunciou: "Deus, a igreja e o mundo estão procurando homens com o coração em chamas - coração cheio do amor de Deus, cheio de compaixão pelos males da igreja e do mundo (...) cheio de paixão pela salvação do perdido.

2.  Sensibilidade espiritual. Orar é entrar na presença de Deus e ser ministrado pelo seu  Espírito Santo que intercede por nós e em nós. A Palavra diz que não sabemos orar como convém, mas o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. (Rm.8:26)

É necessário ser sensível a direção que o Espírito dá a oração, para que alcancemos o desejo do coração de Deus e expressemos a sua vontade, pois a garantia de sermos ouvidos, é quando pedimos segundo a sua vontade. "(...) se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve." (I.Jo.5:18)

A sensibilidade precisa ser desenvolvida na nossa relação com o Espírito Santo que    dá forma às nossas orações. Também, o mesmo Espírito nos torna sensíveis às necessidades do outro. A lei áurea da intercessão é a identificação, se não sentimos a dor e a tristeza do outro como expressar a misericórdia de Deus em oração? Paulo quando intercedia por Onésimo disse a Filemom: (...)recebe-o, como se fosse a mim mesmo." (Fm. 17) Interceder é se colocar no lugar do outro para ser parceiro na conquista da sua vitória.

3.  Fé operosa - Para vermos os efeitos da eficácia da oração é necessário por a fé em ação. Ter ousada confiança para ver as respostas de Deus às nossas orações. A fé reivindica as promessas divinas e certifica-se da resposta. "Tudo que pedirdes em oração crendo recebereis." (Mt. 21:22) A fé precisa ser ousada para ser desenvolvida a favor do outro. É a disposição de crer, não pelo outro, mas para que o outro creia.

Para a evangelização do perdido é necessário o exercício da fé ousada em oração, para quebrar a resistência às mudanças de crenças e valores, destruir as fortalezas da tradição e levar os pensamentos calcados numa cosmovisão as vezes fatalista, materialista, supersticiosa à obedecer a Verdade única do Evangelho.

Não há impossível  dentro dos propósitos divinos. A intercessão missionária nos certifica o propósito do Senhor em salvar o perdido, isto fortalece a nossa fé para crer que seremos ouvidos. "Nada está fora do alcance da oração, a não ser aquilo que está fora da vontade de Deus." J. Blanchard

4.  Persistência - É necessário exercer um clamor persistente. Orar até alcançar o alvo. Perseverar em oração é saber aguardar o tempo de Deus. Moisés persistiu diante de Deus quarenta dias e quarenta noites, pedindo para que Deus não destruísse o seu povo. " Orei ao Senhor, dizendo: Ó Senhor Deus! Não destruas o teu povo e a tua herança" (Dt.9:26). E o Senhor o atendeu.

O intercessor é comparado a um vigia ou sentinela que se põe diante de Deus e procura ver onde ele está sinalizando a sua operação para intensificar a oração. "Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós os que fazeis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a Ele descanso até que restabeleça Jerusalém(...) (Is. 62:6-7). Perseveremos em oração, até que o Senhor de toda a terra alcance os povos e as nações pela sua graça e para a sua glória!

Durvalina Barreto Bezerra é teóloga pelo Seminário Betel. Missióloga pelo Centro de Treinamento da WEC-AMEM, na Austrália. Pedagoga formada pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Educação pela Universidade Mackenzie. Vice-presidente da AME - Associação Missão Esperança, integrante da diretoria da Missão Antioquia. Diretora do Seminário Betel Brasileiro em São Paulo e Coordenadora Geral do Ensino do Instituto Bíblico Betel Brasileiro. Professora nos Centros de Preparo Missionário da Missão Juvep - Juventude Evangélica Paraibana, Missão Priscila e Áquila e Jami - Junta Administrativa de Missões. Conferencista internacional.

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