Salgando o relacionamento conjugal

Salgando o relacionamento conjugal

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:27

A Palavra de Deus nos diz: "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus".

Aqui está um dos grandes ensinamentos do Senhor aos seus discípulos no passado e que chega até nós para colocarmos em prática em nosso viver diário, principalmente no seio da família. De fato ser sal e luz nos dias que vivemos é um grande desafio, porém não é tão difícil de ser executado.

Este texto nos ensina claramente que cada pessoa que honra o nome de Jesus deve ser tempero neste mundo, nesta sociedade de valores distorcidos. Cada pessoa precisa refletir a Glória de Cristo através de um bom testemunho de vida.

O sal colocado a mais ou a menos na comida não fica bom o paladar. A luz que ilumina um ambiente precisa estar centraliza para realmente cumprir a sua função.

É impressionante vermos em nossos dias o destempero e a escuridão vivenciados nos relacionamentos conjugais. São casamentos que com o passar do tempo perdem o seu sabor e passam a andar em trevas. O evangelista Marcos 9:50 falando sobre o mesmo assunto  ressalta que a paz deve estar associada ao tempero. Ele diz: "Tende sal em vós mesmos e a paz uns com os outros". Ninguém está disposto a ceder, pois a tendência é sempre um ou outro querer ficar com a razão. Na verdade não são grandes desavenças que atrapalham uma união que vêm se mantendo estável ao longo dos anos.

São as pequenas coisas, os pequenos desentendimentos, são pequenos arranhões no caráter, na dignidade, no moral que entopem as artérias do casamento. E inesperadamente pode acontecer um enfarto e a família poderá ir com certeza para o UTI. O apóstolo Paulo recomenda em Colossenses 4: 6 o seguinte: "A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um."  Na verdade o tempero chamado sal é de grande utilidade quando usado na medida certa.  Jesus também nos fala sobre a luz. "Que a nossa luz deve brilhar aos homens" isto é: Diante da família e da sociedade.

As pessoas em todos os lugares precisam ver por demonstração de vida que temos um testemunho fiel, que temos uma família abençoada, um lar cheio de paz e de harmonia. Infelizmente muitos lares estão vivendo em trevas, em completa escuridão justamente porque o testemunho deixa a desejar. Vale a pena darmos bons testemunhos de vida. A sociedade realmente está olhando para nós todos os dias. Está olhando pra mim, está olhando pra você. Estão olhando para as nossas famílias. Que tipo de família é a sua. Só em Jesus existe restauração e paz. Ele diz pra você hoje. "Deixo vos a paz, a minha paz vos dou".Jesus disse: "Eu sou a luz do mundo e quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida".

Relacionamento conjugal é como cozinhar: precisa de muito tempero! Existe um grupo de ingredientes de sustentação para que um homem e uma mulher vivam plenamente uma relação de amor. Não podemos afirmar se tais características são causa ou efeito do amor, mas sabemos que, se faltar uma das três na relação, a convivência ficará comprometida. Estamos falando acerca da admiração, do respeito e da confiança.

A admiração

É a nossa capacidade de sintonizar com o belo; é a saída da beleza de cada um de nós para encontrar o belo que existe no outro. Imagine como seria insuportável viver com alguém e nunca sentir estímulo para dizer: "Como você está bonita!", "Que inteligente você é!", "Sinto-me orgulhosa de seu trabalho", "Que comida gostosa você preparou!", "Como você está cheiroso!", "Adoro fazer amor com você porque você é ótima"...

É preciso reconhecer algo na pessoa amada que seja digno de admiração. É necessário admitir, acreditar e sentir que a outra pessoa é inteligente, bonita, carinhosa, culta, forte, líder, solidária, sem que o reconhecimento dessas qualidades nos faça sentir inferiorizados em relação à outra pessoa. A admiração funciona como um tempero da relação.

O respeito

Este tempero produz em nós a consciência de que não faremos ou diremos coisa alguma que possa desvalorizar ou humilhar a pessoa amada. Quando alguém ama e protege esse amor, há respeito. E nada será feito que ameace a pessoa amada e o amor que por ela se sente.

Podemos respeitar alguém que não amamos. Muitos respeitam mestres, artistas, personagens históricas ou da vida pública pelo que eles representam ou representaram em uma determinada escala de valores, conceitos e verdades. Por outro lado, não se pode amar alguém sem respeitá-lo, porque o respeito é o efeito de se acreditar no outro, como expressão da verdade.É mais fácil respeitar alguém distante de nós do que a pessoa mais próxima de nós, pois para crer e, conseqüentemente, se respeitar no amor é necessário conhecer o outro.

Apenas podemos conhecer profundamente o ser amado se nos deixarmos conhecer também, o que é assustador para quem não quer avançar no amor e reinventar-se todos os dias. É comum as pessoas confundirem respeito com medo. Ouvimos constantemente a expressão "me respeite" em muitos lugares. Na verdade, essa frase significa:

"Tenha medo de mim porque eu posso lhe fazer mal".

Desde cedo, damos ao medo o nome de respeito.  E o que realmente o respeito significa não é expresso nem usado pelo ser humano, como seria necessário. Cada um de nós é responsável por se fazer respeitar!

A confiança é um ingrediente fundamental que provoca aquela sensação que temos de que, aconteça o que acontecer, podemos contar com alguém.

É a certeza de que alguém nos quer, mesmo que estejamos em algum momento ruim.  É a tranquilidade de podermos contar tudo o que quisermos, sabendo que, se for pedido, o sigilo será mantido. É a segurança de podermos confiar em alguém. É sabermos que, mesmo que a pessoa nos diga algo que nos incomode, fica-nos a certeza de que ela não deixou de nos amar nem quer nos destruir.

Arlindo Barreto é pastor, teólogo, presidente do Ministério dos Artistas de Cristo, missionário, doutor Honoris Causis em Ciências da Religião e ator. Na década de oitenta, foi conhecido por interpretar o palhaço Bozo. Atualmente, tem um novo personagem: Mr. CLOWN - o Embaixador do Reino de Deus.

Contatos: www.arlindobarreto.com.br

                 pastor@arlindobarreto.com.br  

Siga-nos

Comentários

Mais do Guiame