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Contratação também exige competências comportamentais

Contratação também exige competências comportamentais

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:36

Para garantir uma vaga no mercado de trabalho, não basta ser formado em uma universidade de ponta e ter cursos de especialização em instituições renomadas. É preciso ter características como "atitude", "personalidade" e "potencial".

Esses conceitos subjetivos, cada vez mais comuns nos processos seletivos, significam que a empresa não quer que seu colaborador tenha apenas conhecimentos técnicos e que seja capaz de cumprir as tarefas nos prazos exigidos, mas que ele seja consiga se comunicar com clareza, interagir com os colegas e trabalhar em equipe.

Uma pesquisa da consultoria alemã Trendence, realizada em 20 países e divulgada no início deste ano, aponta que "ter personalidade" é considerado mais importante do que possuir competências e conhecimento. O Brasil é o terceiro da lista que mais valoriza essa característica.

A pesquisa aponta ainda que grandes empresas brasileiras buscam jovens flexíveis, com capacidade de liderança e empreendedorismo, além de ética.

Entrevista

Mas, por serem subjetivas, essas características dificilmente são medidas por meio de testes. Por isso, é no contato mais próximo, como em entrevistas e dinâmicas de grupo, que o selecionador vai saber se você tem ou não aquela característica desejada pela empresa.

Nessa hora, o profissional deve mostrar seu nível de autocontrole, autoconhecimento e raciocínio lógico. "Nós vamos fazer perguntas capciosas para ver como ele se comporta, qual é a sua postura, o tipo de resposta e o comportamento. Daí já é possível denotar o tipo de pessoa que ele é", explica Fernanda Campos, sócia-diretora da Mariaca/InterSearch, empresa de recrutamento e seleção de executivos.

"Antes de tudo, é bom entender qual é o perfil da empresa, sua cultura e seus valores", diz Fernanda. "Para ser compatível com o cargo, o profissional também precisa ser compatível com a organização. A análise de seu perfil vai além do currículo. É pesado um conjunto de competências."

Perfil desejado

Apesar de as empresas terem suas preferências por perfis que podem ir do extravagante ao recatado, todas elas esperam que seus executivos tenham algumas qualidades-padrão, como flexibilidade para atuar em diferentes áreas, adaptabilidade, liderança e cooperação. "Capacidade de inovação, de buscar soluções rápidas para problemas, preparo para assumir responsabilidades e comprometimento com o projeto também são pedidos", complementa Fernanda.

"Saber se comunicar, ser organizado, ter proatividade e saber escutar os outros também são comportamentos desejados", acrescenta Irina Schuchman, consultora da Cia de Talentos.

Irina comenta que outro ponto muito solicitado pelas empresas é que o jovem tenha "potencial". "Isso significa que ele deve ter capacidade de se desenvolver, aprender e, em um curto prazo de tempo – 5 a 8 anos –, atingir um cargo de liderança dentro da organização", explica.

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