Vigilância explica que não há vacinas contra leptospirose

Vigilância explica que não há vacinas contra leptospirose

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 10:00

A subsecretaria de Vigilância em Saúde do Estado do Rio lembra que não há vacina contra leptospirose. A população das áreas afetadas na região serrana deve procurar os postos em caso do aparecimento dos sintomas da doença, não em busca de vacina.

A recomendação do órgão é para que as pessoas, que tiveram contato com as águas da chuva, fiquem atentas quanto ao surgimento de sintomas que vem após as inundações, entre elas a leptospirose. De acordo com o órgão, a doença é tratável, mas é importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes. A leptospirose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira, presente na urina do rato. Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes, e qualquer pessoa que tiver contato com a água ou lama contaminada poderá se infectar. A bactéria penetra no corpo pela pele, principalmente se houver algum ferimento ou arranhão.

O superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, Alexandre Chieppe, lembra que os primeiros sintomas podem aparecer de um a 30 dias depois do contato com a enchente, mas, em geral, aparecem entre uma e duas semanas após o contato.

- Os sintomas mais freqüentes - febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, principalmente na batata da perna podem ser confundidos com os de outras doenças, como a gripe. Mas também pode ocorrer icterícia, coloração amarelada da pele e das mucosas – explica o superintendente. Chieppe esclarece que o paciente com leptospirose precisa de acompanhamento médico, por isso, se a pessoa apresentar os sintomas deve procurar um serviço de saúde.

O superintendente lembra ainda que moradores que tiveram suas residências tomadas pelas águas da enchente devem esperar baixar a água para lavarem e desinfetarem o chão, paredes, os objetos caseiros e as roupas atingidas, com uma mistura de água sanitária e água (quatro xícaras de café de água sanitária para cada 20 litros de água). Depois, tudo deve ser enxaguado com água limpa. Já o alimento que teve contato com a água contaminada deve ser jogado fora, pois pode transmitir doenças. A caixa d’água também deve ser limpa e desinfetada.      

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