Por chuva, motorista leva mais de 4 horas entre SP e Jundiaí

Por chuva, motorista leva mais de 4 horas entre SP e Jundiaí

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 10:01

Durante quatro horas e 40 minutos, o engenheiro ambiental Douglas Barbosa Souza, 28 anos, esteve preso no trânsito caótico que se instalou em São Paulo entre o fim da noite de segunda-feira e o começo da manhã desta terça. Tempo suficiente para testemunhar o quanto a população sofre quando o tempo fecha, especialmente na capital paulista.

Residente em Jundiaí, a 60 km de São Paulo, ele começou a ter problemas logo depois de sair do aniversário de um amigo no bairro Itaim Bibi, zona sul paulistana, por volta das 23h. "A (rua) 9 de Julho estava parada. Em cada rua que eu entrava, uma árvore caída. Quanto achava que estava cortando caminho, só via o 'mar'", conta Souza, referindo-se aos alagamentos encontrados no meio do caminho, enquanto ainda levava outros dois amigos para casa, no Paraíso e na Vila Madalena.

Segundo o engenheiro, a situação era ainda mais complicada para quem dependia de transporte público. "Era 1h da madrugada e os pontos de ônibus estavam lotados, porque os ônibus não chegavam", afirma.

Ao cruzar a ponte da Casa Verde, na zona norte, viu o rio Tietê como há algum tempo não se via. "Faltava um palmo para transbordar", lembra o engenheiro, que logo mais adiante teve que parar em um posto de gasolina porque, numa rua em que tentou atravessar, a água chegou até a metade da roda do carro. "Vi que ia começar a inundar o carro e parei", afirma. Dali, pôde observar melhor a situação na marginal. "Não tinha mão certa, vi ônibus e carro andando na contramão, todo mundo voltando", diz.

Por indicação de um frentista, seguiu, cortando caminho, por uma estrada velha até a rodovia Anhanguera, onde foi parado por policiais numa operação de rotina. Mais uma vez, teve tempo para constatar mais registros da forte chuva. "Só os que eu vi, eram uns dez desbarrancamentos", diz.

Perto de Cajamar, mais uma parada na estrada pela polícia, desta vez porque o trecho estava intransitável. "Tinha muita gente a cinco minutos de casa, mas que estava há três horas parada. Não ia para frente nem para trás", diz. Finalmente liberado, seguiu viagem, contabilizando quase quatro horas a mais de percurso do que normalmente levaria para chegar em casa depois de um passeio na capital.

De casa para o trabalho

Quem precisou pegar a estrada pela manhã no interior com destino à capital também levou mais tempo que o programado. O coordenador tributário Cláudio Leandro da Silva, 46 anos, saiu de Atibaia - a 67 km de São Paulo - às 7h30 e gastou uma hora e 50 minutos para chegar ao trabalho, na avenida das Nações Unidas, na zona sul.

Ao perceber, logo nos primeiros quilômetros do percurso, que a rodovia Fernão Dias estava congestionada até as proximidades de Bragança Paulista, Silva optou por seguir pela Dom Pedro I até Jarinu, onde voltou ao caminho de costume, rumo à via Anhanguera. Neste momento, contou com a ajuda de um colega de trabalho e da mulher, que o avisaram por telefone que a rodovia estava em situação precária.

"Entrei no Rodoanel e peguei o acesso para a Bandeirantes. Dei sorte, porque acabei fazendo um caminho excelente. Mesmo assim, levei uma hora e 50 minutos, quando normalmente, nessas férias, tenho levado uma hora e quinze minutos", diz Silva, que lamentou, no entanto, o azar de um colega, que acabou fazendo o percurso da cidade onde mora, Mairiporã, até São Paulo, em duas horas e 30 minutos, que em dias normais leva apenas 50 minutos. "Ele estava parado quando me ligou avisando para evitar a Anhanguera. Do acesso da rodovia à Marginal Pinheiros, ele gastou uma hora e 15 minutos, sendo que costuma fazer em dez minutos, no máximo", finaliza.    

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