Piscinões para Franco da Rocha não saem do papel

Piscinões para Franco da Rocha não saem do papel

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 10:00

Dos 41 piscinões previstos para diminuir as cheias nas cidades de Franco da Rocha, Francisco Morato e no bairro de Perus, na zona norte de São Paulo, apenas um foi construído. Os reservatórios foram planejados na revisão do Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, para armazenar 4,6 milhões de m³ de água na bacia do Médio Juqueri. O único piscinão pronto, contudo, em Francisco Morato, tem capacidade para 200 mil m³.

Na revisão, ainda estão previstos a canalização e a construção de parques lineares em 34 km de sete córregos e rios. Outra medida apontada como prioritária é a criação de um pôlder com capacidade para 4 mil m³ e sistema de bombas.

O diretor da Região Metropolitana da Sabesp, Paulo Masato, disse na quarta-feira (12) que a falta de investimentos em canalizações é fator fundamental para que Franco da Rocha mantenha-se vulnerável às fortes chuvas.

- Existem projetos e obras no Daee [Departamento de Águas e Energia Elétrica] para a região. A canalização do Juqueri é decisiva para reduzir os danos à cidade.

Enchentes

Também na quarta-feira, o vice-prefeito de Franco da Rocha disse à reportagem do R7 que há 66 anos, desde sua fundação,a cidade convive com problemas causados por enchentes. Questionado sobre quais foram os últimos investimentos da prefeitura para conter um problema que tem a idade do município, José Antônio Pariz Junior (PSDB) disse não ter "um projeto em mãos”. Ele ainda reforçou que a área central está bastante alagada por ser a parte mais baixa da cidade e ficar no mesmo nível do rio Juqueri, afluente do rio Tietê. As chuvas fortes, segundo ele, foram determinantes para instalar o caos na cidade.    

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