"Não podemos ficar cegos diante disso", diz José Bruno sobre a pedofilia

"Não podemos ficar cegos diante disso", diz José Bruno sobre a pedofilia

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:24

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes foi lembrado em eventos que aconteceram na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta terça-feira (18/5), data que remete ao crime cometido contra a menina Araceli Sanches, de 8 anos, que foi abusada sexualmente e morta por jovens de famílias ricas em Vitória, Espírito Santo, em 1973. O crime não obteve solução e os agressores ficaram impunes.

Engajado na luta contra o abuso de menores e para a melhoria de políticas públicas que atendam às necessidades das vítimas e familiares, o deputado José Bruno (DEM) participou de eventos que trataram o tema de forma reflexiva e em debates com especialistas e militantes em defesa dos direitos da criança.

Caminhos de Combate à Pedofilia

Uma exposição promovida pelo parlamentar com painéis que mostram três momentos deste crime (a dor, a esperança e a luta) foram dispostos no Hall Monumental da Casa com o intuito de levar o visitante a percorrer simbolicamente um caminho que mostra as possibilidades de superação apesar das dificuldades que implicam na vida de uma pessoa vítima de abuso e exploração sexual.

Os painéis trazem depoimentos de crianças vitimizadas, casos emblemáticos, recomendações de especialistas com formas de prevenção eficazes contra o aliciamento de menores, ações realizadas pelo Poder Público, como a nova legislação, e mostra o trabalho realizado pela CPI da Pedofilia no Estado de São Paulo, presidida pelo deputado José Bruno e o depoimento dos parlamentares integrantes da Comissão.  A mostra pode ser vista até o dia 21/5, até as 21h.

Mesa redonda

No auditório Franco Montoro foi realizado evento com a presença de especialistas e militantes pelos direitos das crianças e dos adolescentes, onde o deputado representou a CPI e discursou sobre o trabalho feito nas reuniões, sobre o envolvimento dos órgãos públicos com o envio de informações oficiais que mapeiam o Estado no que diz respeito ao tema e sobre a problemática enraizada na cultura permissiva no Brasil.

"Vivemos num país onde meninas de cinco anos participam de concursos ou programas de auditório fazendo a dança da garrafa usando minissaias. Passamos ainda por outro tipo de violência, protagonizados por aqueles que defendem valores e direitos que muitas vezes são descartados pela sociedade vistos apenas como valores morais", afirmou. "Se podemos falar de sexualidade e homossexualidade abertamente, precisamos ter coragem para falar sobre o abuso de crianças sem tabus".

O parlamentar falou ainda sobre a violência sexual contra menores que deixa sequelas não apenas no corpo, mas também na memória das vítimas e sobre a atuação da CPI da Pedofilia. "Marcas como essas destroem o futuro de uma vida, por isso, enquanto Poder Público, não podemos cruzar os braços. Nos primeiros momentos dessa CPI temos levantado um panorama desse crime no Estado, uma vez que meninos e meninas dão entrada no hospital Pérola Byington (Centro de referência no atendimento às vítimas situado na capital paulista) diariamente. Temos trabalhado também pensando no âmbito da educação, para que a escola possa ser um pólo de reagregação da família e reestruturação do lar, precisamos ter na nossa educação campanhas instrutivas", concluiu.

Entre os debatedores também compareceram o presidente da Assembleia Legislativa paulista, Barros Munhoz (PSDB), o deputado Donisete Braga (PT), idealizador do evento, a deputada Maria Lúcia Prandi (PT), Maria Izabel da Silva, da FETEC/CUT de São Paulo, Sidnéia Santos, do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares, Beatriz Fernandes, da Secretária de Assistência Social, Diego Vale de Medeiros, do Condeca, Djalma Costa, Conselheiro do Conanda, Beatriz Leocádia, coordenadoria do Desenvolvimento Social da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

Postado por: Felipe Pinheiro

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