'Não acho provável', afirma Dilma sobre Dirceu em eventual governo

'Não acho provável', afirma Dilma sobre Dirceu em eventual governo

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 10:15

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira (30) que não acha "provável" que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu participe de seu governo, caso seja eleita. "Ele não está participando hoje diretamente das atividades do governo. Então, não acho provável", afirmou.

Em seguida, fez a ressalva de que não estava "fazendo uma condenação" do ex-ministro, que é réu num processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o escândalo do mensalão. As denúncias motivaram a saída dele da Casa Civil, em 2005.

Diante de outras perguntas sobre o mesmo assunto, a candidata minimizou a declaração. "O que eu quero dizer é que é pouco provável que ele participe porque eu não vou discutir isso agora. Não é só porque ele não tem participação na minha campanha, é porque não discutirei nomes agora", disse, acrescentando que não coloca "o carro na frente dos bois".

Na semana passada, o programa eleitoral do candidato tucano José Serra lembrou o mensalão e mencionou o ex-ministro, afirmando que ele vai retornar ao governo se Dilma vencer as eleições de outubro.

Questionada sobre a participação de Dirceu em sua campanha, a petista disse que ele é "um militante do PT". "Ele tem o direito de participar lá no PT".

'Azar'

A candidata rebateu as declarações do adversário tucano, que afirmou, no domingo (29), que ela estava "sentando na cadeira a mais de mês das eleições" por ter declarado que estenderá a mão aos adversários caso seja eleita.

"Acho que ele está passando pra mim uma característica do PSDB porque quem literalmente sentou na cadeira antes da eleição foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que ele esconde sistematicamente. Mas ele que sentou, aliás, na eleição (para a prefeitura de São Paulo, em 1985) com o Jânio (Quadros)", disse.

Em seguida, acrescentou: "Eu não só não sento na cadeira porque acho um desrespeito ao eleitor como acho que dá azar. E eu não quero ser azarada como certos líderes políticos que governaram esse país."

Ajuste fiscal

A petista voltou a dizer que não fará um ajuste fiscal caso eleita. “Eu não vou fazer ajuste fiscal em hipótese alguma por um motivo: o Brasil não precisa mais de ajuste fiscal”, afirmou. Ela argumentou que fazer ajuste fiscal não significa apenas cortar gastos, mas também gerenciar receita, citando como exemplo a devolução de créditos tributários para empresas.

“Instituir uma coisa que eu chamei de necessidade, que é o ajuste fiscal, e transformar isso em virtude é de uma cegueira absurda pra um país que saiu da fase de crise sistemática das contas públicas”

Depois, criticou os ajustes fiscais do governo Fernando Henrique Cardoso e as privatizações. “Venderam R$ 100 bilhões de patrimônio público e a dívida saiu de R$ 30 bilhões para R$ 60 bilhões. É um milagre da gestão financeira muito competente", ironizou.

A petista também foi irônica ao ser questionada sobre impostos. Ao fazer a pergunta, um repórter citou como exemplo o impostômetro, painel que contabiliza o imposto arrecadado em todo o país, que marcaria nesta segunda o recolhimento de R$ 800 bilhões em tributos. Pela manhã, o candidato tucano José Serra esteve no local, para acompanhar a virada da cifra, mas houve uma falha e o letreiro apagou. "Sinais dos tempos", comentou Dilma, ao ouvir a pergunta.

Postado por: Thatiane de Souza

Conferência Voz dos Apóstolos - Inscreva-se!
Siga-nos

Comentários

Mais do Guiame