Em Areal, cidade vizinha a Petrópolis, 700 pessoas estão desabrigadas

Em Areal, cidade vizinha a Petrópolis, 700 pessoas estão desabrigadas

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 10:00

Alagado pela cheia do Rio Piabanha , que corta a cidade, o município de Areal continua sofrendo com a chuva que castiga a Região Serrana do Rio desde a terça-feira (11). Pelo menos 700 pessoas continuam desabrigadas na cidade, e, segundo a prefeitura, falta água potável e as lojas na parte baixa do município permanecem fechadas, deixando os moradores sem comida e itens de higiene pessoal.

O fornecimento de água no município é feito por uma autarquia da prefeitura de Areal. Segundo o órgão, ainda não há previsão de retorno do serviço.

Ainda de acordo com a prefeitura, as ruas de Areal continuam encobertas de lama. Mercados, açougues e outras lojas tiveram seus estoques atingidos. Várias casas da cidade estão sem os muros da frente e outras chegaram a ficar completamente destruídas pela força das águas.

Desde terça-feira (11), as chuvas na Região Serrana do Rio devastaram também os municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Sumidouro, causando muita destruição e a morte de mais de 500 pessoas .

Carro de som avisou moradores sobre abertura de barragem

Segundo a prefeitura, na quarta-feira (12), as autoridades do município foram avisadas da abertura das comportas da barragem Morro Grande , que fica em Areal. Rapidamente, um carro de som circulou pela cidade, pedindo para que os moradores saíssem de suas casas.

Ainda de acordo com a prefeitura, o Rio Piabanha atingiu mais de seis metros. Mesmo com nível mais baixo, as marcas d'água permanecem nas casas. Várias famílias perderam tudo. 

Maior tragédia do país

Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país . O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Em SP, durante o primeiro trimestte de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e prejudicou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Os números da Região Serrana do RJ superam ainda os de 2008 em Santa Catarina, com 135 mortes. Relembre outras tragédias .

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