Cervejaria da família imperial é destruída pela 2ª vez em Itaipava

Cervejaria da família imperial é destruída pela 2ª vez em Itaipava

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 10:00

Propriedade dos descendentes da família imperial, os Orleans e Bragança, a Cervejaria Cidade Imperial, instalada em Itaipava, em Petrópolis, desde 1997, foi destruída pela segunda vez por causa de temporais na Região Serrana. Agora, os proprietários já estudam mudar de endereço.

A indústria, que está fechada para limpeza e reconstrução, depois de ser invadida pela enchente do Rio Preto, já registrou, segundo o gerente, prejuízo acima de R$ 1,5 milhão desde a madrugada de quarta-feira (12). A cervejaria, de produção artesanal, fabrica cerca de 200 mil litros por mês.

De acordo com o gerente industrial e mestre cervejeiro da unidade, Rafael Farinha Neto, a água, desta vez, alcançou mais de dois metros de altura – quase o dobro da enchente que atingiu a mesma cervejaria há dois anos e onze meses - e destruiu todas as instalações da indústria.

Enxurrada derrubou tanques de fermentação

“Sabemos que não é hora de lamentar perdas materiais, estamos solidários com as famílias das vítimas e ajudando no que for possível. Mas é hora de pensar em sair daqui, até para garantir a segurança de nosso pessoal. Essa tragédia foi muito pior do que a de 2008. Já recebemos proposta para mudar até para fora do município”, disse.     A indústria, às margens da BR-495 (Rodovia Philúvio Cerqueira Rodrigues), foi invadida pela água e muita lama. A força da enxurrada derrubou tanques de fermentação e destruiu todo o estoque de malte e de garrafas vazias.

Rafael Farinha acredita que será necessário pelo menos um mês fazer a limpeza e o processo de esterilização para voltar a produzir.   Malharia coberta de lama

Na mesma rodovia, a enchente do Rio Preto também levou prejuízo à Malharia Caiaffa. De acordo com a proprietária, Márcia Caiaffa, as perdas em material – pelo menos 50 toneladas de tecidos e mais de 100 mil peças confeccionadas ou semi-prontas - e maquinário, além das instalações destruídas, podem chegar a mais de R$ 2 milhões.

”Montei a empresa desde 1988, com muita luta, muito trabalho, e a gente perde tudo em poucos minutos. Não deu tempo de salvar nada. Meu filho chegou aqui às 4h da manhã, mas não pôde fazer nada. Em 10 minutos a água já estava chegando no peito dele. Depois foi a três metros de altura. O risco de ele morrer eletrocutado era grande. Implorei para deixar tudo para trás”, lamenta Márcia.    

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