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Oposicionistas aceitam negociação mediada pelo Senado na Tailândia

Oposicionistas aceitam negociação mediada pelo Senado na Tailândia

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:24

Os ''camisas vermelhas'' anunciaram que aceitam que o Senado da Tailândia faça a mediação das negociações com o governo para encontrar uma saída à profunda crise política, que suscitou uma onda de violência na qual morreram pelo menos 37 pessoas nos últimos dias

Os líderes dos manifestantes tomaram a decisão após conversas mantidas na segunda-feira com representantes governamentais e do Senado.

''Aceitamos realizar uma nova rodada de conversas propostas pelo Senado porque se a situação continuar como está, não sabemos quantas vidas serão perdidas'', disse Natawut Saikua, um dos líderes do motimento, em entrevista coletiva.

A decisão chega enquanto os ''camisas vermelhas'' continuam sem abandonar seu acampamento no centro comercial de Bangcoc, apesar do cerco imposto pelos soldados e do fim do prazo dado pelo Governo da Tailândia para que se dispersassem.

Cerca de três mil membros do grupo continuam no interior da zona ocupada há cinco semanas, mesmo após conflitos com as forças de segurança que causaram pelo menos 37 mortes e deixaram quase 270 feridos.

Manifestante oposicionista busca abrigo nesta terça-feira (18) em barricada no distrito financeiro de Bangcoc, capital tailandesa. (Foto: AFP)

As autoridades ameaçaram punir com até dois anos de prisão os manifestantes que não saíssem do acampamento antes das 15h locais desta segunda-feira (3h em Brasília).

Os partidários dos ''camisas vermelhas'' provocaram os soldados em diferentes pontos da capital ao longo do dia na segunda-feira, queimando pneus e saqueando pequenos estabelecimentos comerciais.

Os líderes da Frente para a Democracia e contra a Ditadura, grupo apoiado pelos ''camisas vermelhas'', propuseram no domingo a retomada das conversas, desde que o Exército retirasse as tropas das ruas.

Na segunda-feira, representantes do Governo e líderes de frente mantiveram conversas tentando buscar o fim da profunda crise política que causou a pior onda de violência no país desde o massacre de manifestantes por soldados, em 1992, por conta de protestos para exigir o retorno da democracia.

O governo retirou na semana passada sua proposta de realizar eleições em novembro, quando as negociações com os ''camisas vermelhas'' se estagnaram e seus líderes desistiram da iniciativa de abandonar o protesto.

Os confrontos dos últimos dias entre manifestantes e soldados deixaram, além disso, 266 feridos. Desde o início dos protestos, em março, o número de feridos já chega a 1.650, enquanto os mortos somam pelo menos 66.

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