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Cessar-fogo na Síria começa em clima de desconfiança

Cessar-fogo na Síria começa em clima de desconfiança

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:13

Não há registro de confrontos na Síria no começo desta quinta-feira (12), depois da entrada em vigor, a partir das 6h locais (0h de Brasília), do cessar-fogo negociado pelo emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi Annan.

Por enquanto, os grupos da oposição e o governo não informaram sobre incidentes depois que o prazo limite para a cessação das hostilidades se encerrou.

Testemunhas informam que as tropas do regime não se retiraram das localidades de Zabadani, Duma e Harasta, nos arredores da capital, mas não abriram fogo.

Estas informações, porém, não puderam ser comprovadas de forma independente devido às restrições impostas pelo regime aos jornalistas.

A oposição aproveito o início da trégua para convocar manifestações de rua pacíficas. Até agora, o governo vinha reprimindo violentamente atos contra o governo do contestado presidente Bashar al Assad.

Na véspera, o regime sírio anunciou que finalizaria suas operações militares, mas advertiu que suas forças responderão a qualquer ataque “terrorista”, em referência aos rebeldes, que também prometeram respeitar a trégua.

Acusado em várias ocasiões recentes pela comunidade internacional de não cumprir seus compromissos, o regime Assad será submetido a mais uma prova nesta quinta, e os Estados Unidos já advertiram que julgarão Damasco "pelo que faz e não pelo que diz".

O regime sírio deveria ter retirado suas tropas das cidades em conflito na terça-feira, de acordo com a primeira fase do plano elaborado pela ONU e a Liga Árabe, mas isto não ocorreu.

Na quarta-feira, horas após a entrada do plano em vigor, operações militares do regime mataram pelo menos 25 civis, sendo 10 em um bombardeio contra Rastane, cidade da província de Homs em poder dos rebeldes há meses.

Uma autoridade do Exército e seu motorista foram assassinados por disparos de armas de fogo.

A violência já deixou mais de 10 mil mortos na Síria, a maioria civis, desde a explosão da revolta contra o regime, no dia 15 de março de 2011, segundo organizações da oposição.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a chanceler alemã, Angela Merkel, destacaram nesta quarta-feira a necessidade de uma ação "mais decidida" do Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China, aliados de Damasco, têm bloqueado as resoluções que condenam a repressão.

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