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Ativista é preso em Hong Kong com camisa do Corinthians

Ken Tsang teria levado socos e chutes de forças de segurança em protesto. Seis policiais foram afastados após terem sido flagrados agredindo ativista.

Fonte: Globo.comAtualizado: quarta-feira, 15 de outubro de 2014 13:44
Postagem da página do Partido Cívico no Facebook mostra Tsang ferido após agressão de policiais em Hong Kong
Postagem da página do Partido Cívico no Facebook mostra Tsang ferido após agressão de policiais em Hong Kong

Hong Kong viveu nas últimas horas o acirramento dos ânimos entre manifestantes pró-democracia e forças de segurança. Um confronto perto da sede do governo, quando os policiais tentaram remover barricadas instaladas na avenida principal, terminou com 37 homens e oito mulheres detidos. A polícia de choque reprimiu com golpes de cassetete e gás de pimenta os manifestantes que se mobilizaram para proteger as barricadas.

O conflito deixou feridos nos dois lados, segundo a agência France Presse, que não precisou o número. Um dos feridos é Ken Tsang, membro do Partido Cívico, grupo político que participa do movimento. Segundo o jornal 'South China Morning Post', imagens flagraram policiais dando chutes e socos em Tsang, que usava uma camiseta com o escudo do Corinthians e as inscrições, em português, 'muitos vivem de títulos'. Pelo menos seis agentes de segurança foram afastados por conta das agressões.

G1 entrou em contato com a página do Partido Cívico no Facebook, que informou que o ativista está preso e não pode ser contatado. O jornal 'South China Morning Post' informou que ele passará por exames para saber qual a gravidade dos ferimentos. A Anistia Internacional em Hong Kong condenou a agressão ao ativista e pediu uma investigação rápida e que os responsáveis sejam punidos.

No dia 5 de outubro, Tsang postou em português um agradecimento "pelo carinho e companhia" dos amigos da América do Sul. Ele relata que passou 11 meses na região, mas que "era preciso voltar e se juntar aos cidadãos nas manifestações para lutar por democracia e um futuro melhor". Dois dias depois, uma postagem mostrava que ele já estava em meio aos protestos em Hong Kong.

'Revolução dos guarda-chuvas'
Os protestos liderados por estudantes estão em sua terceira semana de ocupação de ruas do centro financeiro de Hong Kong. Eles pedem sufrágio universal sem condições e o fim do controle de Pequim sobre os candidatos para comandar o governo local.

Na última semana de setembro, o parlamento chinês aprovou uma medida limitando os candidatos da eleição de 2017 nessa região administrativa especial. O bloqueio de ruas e avenidas importantes transformou em caos a rotina neste território semiautônomo, no extremo-sul da China.

No início, os atos contavam com a simpatia da população, mas com os contínuos engarrafamentos e com o fechamento de lojas e escolas, o movimento começou a perder apoio.

Nos últimos dias, multiplicaram-se os confrontos entre manifestantes e indivíduos que seriam da máfia chinesa. Estes estariam agindo com o incentivo das autoridades do governo central de Pequim. Diante disso, os atos estão perdendo intensidade.

Uma pesquisa publicada na terça-feira pela Universidade de Hong Kong mostrou que o índice de popularidade do chefe do Executivo local, Leung Chun-ying, caiu 2,6% desde o final de setembro, chegando a 40,6%. Esse é o segundo percentual mais baixo de aprovação desde que chegou ao poder, em 2012.

 



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