No dia da reestreia de Elias, Timão vence o Internacional na Arena Corinthians por 2 x 1

Fonte: Globoesporte.comAtualizado: sexta-feira, 18 de julho de 2014 14:06
Jogadores do Corinthians comemoram o segundo gol contra o Internacional
Jogadores do Corinthians comemoram o segundo gol contra o Internacional

O Corinthians, enfim, sentiu-se à vontade em sua Arena. Enquanto seleções do calibre de Argentina, Holanda, Chile e Uruguai atuavam no estádio durante a Copa do Mundo, o time de Mano Menezes treinava para não decepcionar em seu retorno ao estádio. Nesta quinta-feira, quatro dias após o fim do Mundial, dez minutos de pressão e futebol exuberante foram suficientes para o Timão fazer 2 a 1 no Internacional, alegrar mais de 32 mil pagantes no estádio e computar sua primeira vitória no local – antes, havia perdido para o Figueirense e empatado com o Botafogo.

O Timão mostrou força e já tinha dois gols de vantagem no placar no início do primeiro tempo, com Guerrero e Fagner. Sem o trauma da estreia nem a pressão imediata por uma vitória, o Corinthians controlou boa parte do jogo. No segundo tempo, o Inter reagiu, criou mais chances e chegou ao gol com Cláudio Winck, nos acréscimos. Era tarde demais para tentar o empate.
O duelo direto pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro foi melhor para o Corinthians, que subiu para 19 pontos na tabela, assumiu a vice-liderança que era do rival São Paulo e continua na cola do líder Cruzeiro. O Inter permanece com 16, um pouco mais longe da ponta. O Timão volta a jogar no próximo domingo, contra o Vitória, às 16h (de Brasília), em Salvador. No mesmo dia e horário, o Colorado recebe o Flamengo, no Beira-Rio.

O efeito dos treinos
Mano Menezes sabia que o período de treinamentos durante a Copa havia sido bem aproveitado. A chegada de Elias deixou o meio-campo mais coeso, e o time aprendeu a ocupar espaços, pressionar o adversário e ficar mais perto do gol. Antes de entrar em campo, com a Arena já cheia, os jogadores mostravam ansiedade – não pela primeira vitória no estádio ou alguma estatística fria, mas pelo próprio retorno aos gramados e pela possibilidade de apresentar um novo Corinthians.

Em dez minutos, tudo foi perfeito. Empurrado pela torcida, que estava com saudades, o Timão pressionou o Inter no campo de defesa e se mexeu muito quando teve a bola. Foram só duas chances de gol nesse intervalo – ambas terminaram nas redes do Inter, ambas tiveram jogadas muito treinadas por Mano. Na primeira, aos sete, Guerrero se deslocou da diagonal para o meio e recebeu passe de Jadson, precisando apenas tirar de Dida. Na segunda, aos 10, Luciano disparou pela esquerda e inverteu o jogo para a direita, onde Fagner, sozinho, esperava para finalizar. Os 2 a 0 tiraram qualquer peso da equipe alvinegra.

O Inter, por sua vez, parecia nervoso até demais para um jogo de décima rodada de Campeonato Brasileiro. João Afonso levou amarelo e só não foi expulso porque o árbitro Wagner Reway aliviou – Abel Braga logo o substituiu por Cláudio Winck. D'Alessandro, a alma deste time vermelho, só apareceu para reclamar. Ele pode, e deve, fazer bem mais do que isso para fazer o Colorado jogar. Com D'Ale sumido, Jorge Henrique e Rafael Moura mal tocaram na bola no ataque.

Inter corre, mas Timão administra vitória
O Corinthians só não perdeu uma mania durante a parada da Copa: a de recuar demais, mais do que o natural, quando tem vantagem no placar. Na última partida da Arena, o time de Mano sofreu o empate do Botafogo por deixar o rival gostar demais do jogo. O Inter quase fez o mesmo – e com um time mais qualificado. O time de Abel Braga empurrou o Timão para seu campo de defesa, às vezes com 11 alvinegros atrás da linha do meio-campo. Criou chances, mas pecou na pontaria.

D'Alessandro foi muito vigiado pelo lado direito do ataque, mas abriu espaços para Wellington Silva. Pouco produtivo, o lateral não conseguia aproveitar o espaço que tinha, perdendo inclusive uma chance incrível – em lance que a arbitragem ainda assinalou impedimento inexistente. Mano deixou o Corinthians armado para os contra-ataques, mas Luciano e Guerrero não são Messi e Robben – para citar dois craques da Copa que jogaram na Arena e resolveram partidas na base da velocidade. Assim, coube ao Timão apenas se defender e dar chutões.

Se tivesse um pouco mais de paciência para girar a bola, o Inter poderia ter até empatado. D'Ale continuou preocupado em reclamar da arbitragem e discutir até com Mano Menezes. E Wellington Silva, em novo cruzamento, conseguiu achar Cláudio Winck pronto para diminuir o placar. Para a torcida no estádio, estava ótimo. O importante mesmo era mostrar que aquele novo campo era, sim, a casa corintiana. Com a primeira vitória registrada, o Timão pode, enfim, fazer da sua Arena um caldeirão decisivo neste Brasileirão.

 

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