Oscar Pistorius é condenado a 5 anos de prisão por corte

Astro paralímpico pagará pena pela morte de Reeva Steenkamp. Sul-africano foi considerado culpado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar

Fonte: Globoesporte.comAtualizado: terça-feira, 21 de outubro de 2014 10:38
Oscar Pistorius tenta segurar a emoção no momento em que espera sentença
Oscar Pistorius tenta segurar a emoção no momento em que espera sentença

Depois de 20 meses da noite do crime, Oscar Pistorius enfim conheceu a sentença que terá que enfrentar pela morte de sua namorada, Reeva Steenkamp. Acusado anteriormente de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, o atleta paralímpico foi condenado a cinco anos de prisão. A decisão foi anunciada pela juíza responsável pelo caso, Thokozile Masipa. Os lados ainda têm o direito de recorrer da sentença.

Cercado por um batalhão de jornalistas e com segurança reforçada, Pistorius chegou na corte um pouco depois das 9 horas (horário local).  A justiça já havia considerado o atleta inocente diante da acusação de assassinato premeditado. 

A juíza Thozolile Masipa deixou claro que a decisão ali era unicamente sua. Ela diz ter levado em consideração as circunstâncias do acusado, bem como os interesses da sociedade. A responsável pelo caso também lembrou e destacou os depoimentos realizados na semana passada, tanto por testemunhas de acusação quanto de defesa, e deixou claro que encontrar a sentença apropriada é considerado um desafio. Para a magistrada, uma pena mais leve mandaria uma mensagem errada para a população.

Em seu discurso, a juíza sugeriu que o sistema prisional sul-africano está sim, preparado, para receber pessoas com deficiência física, como Pistorius. A questão foi muito discutida na semana semana, mas ela criticou argumentos de uma das testemunha de defesa que tentou mostrar a prisão como um lugar perigoso para o réu. 

- Não seria razoável para este tribunal de usurpar as funções do departamento de serviços penitenciários após sentença - disse ela, que apontou que a preocupação da defesa não era apenas com o problema físico de Pistorius mas também suas necessidades relacionadas com a saúde mental.

A juíza afirmou que as muitas contribuições de Oscar Pistorius para a sociedade não podem ser negadas. Ao falar sobre as infrações cometidas pelo réu, ela considerou todas muito graves e falou sobre o clamor popular diante do caso.

- Há uma diferença entre punição e vingança. A sociedade não pode ter sempre o que quer. Os tribunais não existem por um concurso de popularidades, mas apenas para fazer justiça - disse a responsável pelo caso - afirmou.

Diante dos olhares dos familiares de Reeva Steenkamp, Thokozile Masipa lembrou do discurso da prima da vítima, na semana passada. E apontou Reeva como uma jovem cheia de vida no momento de sua morte. E ressaltou que nada poderá a trazer de volta.

Lembre o caso:
No dia 14 de fevereiro de 2013, Oscar Pistorius deixou sua casa em Pretória escoltado por autoridades como principal suspeito de matar a sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, naquela madrugada. Em depoimento, o atleta alegou que ouviu barulhos e efetuou os disparos de arma de fogo após confundir a companheira com um ladrão. A promotoria, no entanto, acredita que o crime foi premeditado e executado após uma discussão do casal. Após uma semana de audiências, no ano passado, o juiz Desmond Nair garantiu a fiança ao medalhista paralímpico e anunciou que ele responderia pela morte de Reeva em liberdade.

 





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