Após 100 dias em greve, USP tem sujeira e aumento de crimes

Greve de professores, funcionários e estudantes completa 100 dias hoje; sindicato diz que aumento de roubos se deve à mudança de foco da segurança, preocupada com o movimento grevista

Fonte: Terra.comAtualizado: quinta-feira, 4 de setembro de 2014 12:38

Após 100 dias de greve, a situação do campus da Universidade de São Paulo (USP) no Butantã, na zona este da capital, é de quase abandono. Com a maioria das aulas suspensas devido à paralisação de professores e funcionários – e que tem o apoio dos estudantes -, o fluxo de pessoas na Cidade Universitária diminuiu.

Na contramão desse cenário, o que se vê no campus é lixo acumulado e sujeira nos gramados. Isso porque uma parte da limpeza é feita por equipes da prefeitura do campus, ou seja, funcionários da USP em greve. A outra parte fica a cargo de empresas terceirizadas, que não têm dado conta da demanda.

Além da sujeira, crimes como roubos e sequestros também aumentaram no campus. Embora não tenha aderido à greve na capital, a Guarda Universitária admite o aumento dos casos após o início da paralisação, no dia 27 de maio. Segundo dados da própria instituição – que não tem homens armados, nem poder de polícia –, no período de maio a agosto (3º e 4º bimestres) de 2013 foram registrados 19 casos de roubo no campus, contra 39 no mesmo período deste ano, o que representa um salto de 105%.

Quanto aos casos de sequestro (que incluem sequestros relâmpago), foram 5 registros de maio a agosto deste ano, contra nenhum em todo o ano de 2013. Os números são exclusivos da Guarda Universitária, ou seja, não incluem registros feitos em delegacias da região para crimes ocorridos dentro do campus, o que é comum.

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