Roger Waters pede para Gilberto Gil e Caetano cancelem show em Israel, mas dupla se nega

No texto, o compositor inglês expressa sua admiração o Caetano e Gil, mas pede que ambos venham a aderir ao 'boicote contra Israel'.

Fonte: Guiame, com informações da Folha Atualizado: quarta-feira, 3 de junho de 2015 18:40
Roger Waters foi baixista da lendária banda de rock Pink Floyd e atualmente é um dos ativistas do movimento de boicote a Israel, para pressionar a 'desocupação de territórios palestinos'
Roger Waters foi baixista da lendária banda de rock Pink Floyd e atualmente é um dos ativistas do movimento de boicote a Israel, para pressionar a 'desocupação de territórios palestinos'

Protestando contra a 'ocupação de territórios palestinos por Israel', o ex-baixista do Pink Floyd, Roger Waters pediu a Caetano Veloso e Gilberto Gil que cancelassem um show que a dupla agendou para o dia 28 de julho em Tel Aviv (capital de Israel).

Datada de 22 de maio (2015), a carta escrita por Waters foi encaminhada aos músicos brasileiros pelo movimento global BDS (sigla para 'Boicote, Desinvestimento e Sanções'), que busca pressionar Israel para desocupar terrirórios que seriam palestinos.

No texto, o compositor inglês expressa sua admiração o Caetano e Gil, mas pede que ambos venham a aderir ao 'boicote contra Israel'.

"Caros Gilberto e Caetano, os aprisionados e os mortos estendem as mãos. Por favor, unam-se a nós, cancelando seu show em Israel. De tantas maneiras, vocês são um foco de luz para o resto do mundo", diz Waters.

Uma página chamada 'Tropicália não combina com apartheid' chegou a ser criada no Facebook, para que a dupla cancele se una ao boicote, mas ainda tem apenas 4 mil curtidas.

Hamas
Israel vive atualmente, uma situação de grande conflito não simplesmente contra a Palestina, mas contra uma organização extremista da Palestina: o Hamas.

Fato é que, o grupo que já chegou a ser duramente criticado pelas próprias autoridades palestinas, como um obstáculo às negociações entre as duas nações.

Na última terça-feira, Israel se pronunciou contra uma decisão da ONU, que reconheceu a ONG 'Palestinian Return Center' (PRC), com sede em Londres e ligada ao Hamas.

"A decisão de acrescentar uma organização que pertence ao Hamas à lista de organizações da ONU é indigna", afirma a vice-ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, em um comunicado.

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