Pastor é investigado por criticar ‘culto ecumênico’ com padre, pastor e mãe de santo

Este é mais um dos recentes casos de pastores recebendo queixas por causa de suas opiniões bíblicas a respeito de outras religiões.

Fonte: Guiame, com informações do g1Atualizado: terça-feira, 24 de maio de 2022 14:32
Pastor está sendo investigado pelo Ministério Público do Acre. (Foto: Pastor Rodrigo Dias/Instagram)
Pastor está sendo investigado pelo Ministério Público do Acre. (Foto: Pastor Rodrigo Dias/Instagram)

Um pastor está sendo investigado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por criticar um culto ecumênico nas redes sociais. A denúncia foi feita por um grupo umbandista de Rio Branco na semana passada.

O pastor Rodrigo Dias, de São Paulo (SP), divulgou na última sexta-feira (20) um vídeo que mostra um padre, uma mãe de santo e um pastor entrando de mãos dadas em um templo.

Em uma postagem intitulada “Inacreditável! Pastor, padre e mãe de santo juntos na igreja. Onde iremos parar”, Rodrigo Dias comentou: “Olhando apenas com os olhos carnais, pode parecer algo normal, para algumas pessoas pode ser até bonito, como atitude de pedir o fim da intolerância religiosa ou dos ataques contra outras religiões. Mas, olhando através de uma ótica espiritual, podemos ver que existem coisas muito mais profundas por trás dessa cena”.

Segundo o g1, as imagens são de um culto ecumênico feito em janeiro de 2020 no Acre por formandos de psicologia e mostram a entrada de um padre, a mãe de santo Marajoana de Xangô, de mãos dadas em celebração.

Embora o comentário do pastor não tenha sido ofensivo à religião, a Tenda de Umbanda Luz da Vida divulgou uma nota de repúdio contra o pastor e fez uma denúncia no MP-AC.

Em comunicado, o Ministério Público do Acre informou que “a denúncia será investigada pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos”.


Pastor criticou culto ecumênico com mãe de santo, padre e pastor. (Foto: Reprodução)

Pastores têm sido alvos por suas opiniões bíblicas

Este é mais um dos recentes casos de pastores recebendo queixas por causa de suas opiniões bíblicas a respeito de outras religiões. 

Nesta quinta-feira (19), o pastor Felippe Valadão, da Igreja Lagoinha, foi acusado de “atacar” religiões de matriz africana por criticar despachos que foram colocados em frente ao palco, durante um evento com artistas gospel em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O evento celebrava os 189 anos da cidade e foi transmitido ao vivo pela Prefeitura de Itaboraí. Na quinta-feira, a programação contava apenas com apresentações de artistas gospel.

No início do mês, o pastor Rodrigo Mocellin, da igreja Resgatar Guaratinguetá, e o estudioso de escatologia Rafael Bitencourt, foram alvo de uma representação criminal movida pelo babalorixá Sidney Nogueira e o advogado e ex-secretário de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, Hédio Silva Júnior, depois de associar Exu a espíritos malignos.

Na ocasião, o pastor Rodrigo Mocellin publicou um vídeo esclarecendo as acusações e observou que se pode usar símbolos cristãos para defender pautas LGBT ou até mesmo invadir igrejas, mas “somente os cristãos não possuem liberdade de expressão”.

“Tolerar crenças não significa que não podemos criticá-las. Eles estão quase passando para o lado em que nos obrigarão a crer como eles, em que nós seremos obrigados a elogiar a religião deles. Isso é intolerância”, o pastor Rodrigo destacou.

Rafael Bitencourt também lembrou que a Constituição e a lei de intolerância religiosa garantem o direito à crítica. “Não é proibida a crítica de acordo com seus valores e crenças. Mesmo quem não faz parte de uma religião pode tecer críticas e dar a opinião sobre o outro. Se não, a lei impediria a evangelização, a obra missionária e a pregação do Evangelho”, disse.

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