Papa elogia freira que apoia transgêneros e se refere aos homens atendidos como “meninas”

A freira afirmou que recebeu uma mensagem do papa Francisco, na qual ele elogiou seu trabalho e disse que "reza por ela e suas meninas".

Fonte: Guiame, com informações do Life Site NewsAtualizado: quarta-feira, 19 de agosto de 2020 14:14
Papa Francisco elogiou o trabalho de Mónica Astorga, de 53 anos, que acolhe homens que se declaram como mulheres. (Foto: CNA / EWTN News)
Papa Francisco elogiou o trabalho de Mónica Astorga, de 53 anos, que acolhe homens que se declaram como mulheres. (Foto: CNA / EWTN News)

Depois que uma freira polêmica abriu na Argentina uma residência para ‘mulheres trans’ — homens que optam por se identificar como mulheres — o Papa Francisco elogiou seu trabalho, referindo-se aos homens assistidos por ela como “meninas”.

A irmã Mónica Astorga Cremona, de 53 anos, conhecida na Argentina como a “Freira dos Trans”, inaugurou o novo complexo de doze pequenos apartamentos, dedicados exclusivamente a abrigar homens que afirmam ser mulheres e seus companheiros.

Ao ouvir a notícia, o Papa respondeu em uma comunicado, segundo a freira: “Querida Mónica, Deus, que não foi ao seminário nem estudou teologia, te recompensará abundantemente. Eu rezo por você e suas meninas”.

“Não se esqueça de rezar por mim. Que Jesus te abençoe (sic) e que a Virgem Santa cuide de você”, acrescentou ele, segundo uma reportagem do Newsflare.

O padre jesuíta pró-LGBT, James Martin ficou encantado com as palavras de parabéns do Papa à Irmã Mónica Cremona, dizendo em um tweet: “Uau. Papa Francisco envia seu apoio a uma irmã católica na Argentina que ministra a mulheres transexuais”.

Irmã Mónica afirma desde 2015 que o Papa Francisco conhece seu trabalho e o apóia. Seu relacionamento pessoal com o pontífice data bem antes disso, "antes mesmo dele ser bispo", de acordo com um relatório de 2017 do Crux.

A freira, que é uma das Carmelitas Descalças, explicou no relatório “Queering the Church” (“Tornando a Igreja Queer”) na época que o Papa disse a ela por e-mail: “No tempo de Jesus, os leprosos eram rejeitados dessa forma. Elas [homens que querem ser mulheres] são as leprosas dessa época”.

“Francisco usou o pronome feminino ao dizer que as pessoas trans são os leprosos de hoje”, de acordo com Inés San Martín, do site católico ‘Crux’.

Em 2016, o Papa Francisco se referiu a uma mulher que passou por uma operação de mudança de sexo como um “homem”, e também se referiu a ela como tendo se “casado” com outra mulher e admitido tê-los recebido no Vaticano no ano passado.

Referindo-se à mulher pós-cirurgia trans, o Papa disse: “Ele se casou”.

“Aquele que era ‘ela ’, mas agora é ‘ele’”, explicou o Papa Francisco.

Posicionamento

No ano passado, o cardeal Raymond Burke e o bispo Athanasius Schneider, junto com outros líderes católicos, publicaram uma “declaração das verdades da fé”, na qual chamaram de “rebelião” e "pecado grave" quando um homem tenta “se tornar uma mulher".

“Os sexos masculino e feminino, homem e mulher, são realidades biológicas, criadas pela sábia vontade de Deus (ver Gn 1: 27; Catecismo da Igreja Católica, 369). É, portanto, uma rebelião contra a lei natural e divina e um grave pecado que um homem tente se tornar uma mulher mutilando-se, ou mesmo simplesmente declarando-se assim, ou que uma mulher possa, da mesma maneira, tentar se tornar um homem, ou afirmar que a autoridade civil tem o dever ou o direito de agir como se tais coisas fossem ou pudessem ser possíveis e legítimas (ver Catecismo da Igreja Católica, 2297)”, afirma o documento.

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