Número de adultos que não desejam ter filhos cresce, revela pesquisa

44% dos entrevistados sem filhos responderam que "não é muito" ou "nem um pouco provável" que se tornarão pais no futuro.

Fonte: Guiame, com informações do The Christian Post Atualizado: terça-feira, 30 de novembro de 2021 15:24
Imagem ilustrativa. O estudo entrevistou 3.866 adultos norte-americanos, de 18 a 49 anos. (Foto: Kelly Sikkema/Unsplash).
Imagem ilustrativa. O estudo entrevistou 3.866 adultos norte-americanos, de 18 a 49 anos. (Foto: Kelly Sikkema/Unsplash).

O número de adultos nos Estados Unidos que não desejam ter filhos aumentou, de acordo com uma nova pesquisa do Pew Research Center, enquanto a taxa de natalidade continua caindo no país.

O estudo entrevistou 3.866 adultos norte-americanos, de 18 a 49 anos. Os pesquisadores pediram aos adultos sem filhos que classificassem seu desejo de tê-los no futuro e, aos adultos com filhos, solicitaram que classificassem sua probabilidade de ter mais filhos.

44% dos entrevistados sem filhos responderam que "não é muito" ou "nem um pouco provável" que se tornarão pais no futuro, representando um aumento de 7% em relação aos 37% que disseram o mesmo na pesquisa de 2018. Enquanto 55% responderam que era "muito provável" ou "pouco provável" que teriam filhos algum dia, uma redução de cerca de 6% em comparação a 2018.

Ao ser questionado o motivo de não desejarem conceber filhos, 56% disse que simplesmente não quer. E 43% deram outros motivos, incluindo questões médicas, finanças, não ter um parceiro, mudanças climáticas e preocupações ambientais. 

Dos entrevistados que já são pais e responderam que dificilmente terão mais filhos no futuro, 63% disseram que o motivo é porque simplesmente não desejam. O estudo revelou que entre os pais e não-pais, homens e mulheres têm a mesma probabilidade de dizer que provavelmente não teriam filhos ou mais filhos.

Queda na taxa de natalidade e a Igreja

A pesquisadora da Pew Research Center, Anna Brown, observou que os resultados da pesquisa confirmam a diminuição das taxas de natalidade, que já estava em queda em todo o país e se agravou durante a pandemia do Covid-19.

As descobertas de Brown corroboram um relatório do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, de maio deste ano, que revelou que a taxa de natalidade e a taxa de fertilidade tiveram uma queda histórica em 2020.

Para Thom Rainer, fundador da Church Answers, o declínio da taxa de natalidade terá grandes consequências para a Igreja, como um crescimento reduzido e menos crianças e jovens nas comunidades cristãs. 

"Evangelismo pode ser nossa única fonte significativa de crescimento da igreja nos dias que virão. Embora esperemos que o crescimento numérico não seja a única motivação ou mesmo a principal, podemos ser gratos pelas igrejas que alcançam as pessoas com o Evangelho", escreveu ele em um artigo de opinião, em resposta a pesquisa da Pew Research. 



Siga-nos

Mais do Guiame