
A missão “Aviva Universitário” foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por realizar cultos com estudantes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O evangelista Lucas Teodoro, líder da missão que tem realizado encontros em diversas universidades pelo Brasil, informou que recebeu uma intimação do MP para explicar sobre os cultos dentro da universidade.
“Nós fomos denunciados e o MPF bateu aqui em casa simplesmente porque fizemos um culto voluntário dentro de uma universidade pública. Nos denunciaram justamente por causa disso aqui: vários jovens de joelhos dentro da universidade clamando por um avivamento e se arrependendo”, afirmou Lucas, em vídeo no Instagram compartilhado no sábado (14).
O líder ainda relatou que o denunciante chamou o “Aviva” de “organização criminosa”. Teodoro destacou que os universitários participaram dos cultos de forma voluntária e que o evento não foi formal.
“Era simplesmente uma reunião voluntária dentro da universidade e nem mesmo o som nós tínhamos lá, simplesmente estávamos reunidos adorando a Deus, orando e se arrependendo no ambiente acadêmico”, explicou Lucas.
“Zombam da nossa fé”
Ele questionou porque outras manifestações na universidade não são questionadas ou denunciadas como encontros cristãos são.
“Todo mundo sabe o que está acontecendo dentro das universidades federais, eles zombam da nossa fé e nos chamam de intolerantes. Mas agora eu quero apresentar para vocês o que realmente é a intolerância. Quando a gente anda pela universidade e nós vemos tudo isso pichado nas paredes: ‘Satanás também é amor. Deus é um macho escroto’”, observou.
Lucas também mostrou um cartaz de uma festa de calouros da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG onde rostos de políticos como Charlie Kirk, Donald Trump e Nikolas Ferreira estão sob o alvo de uma arma.
“Quando realizamos um culto voluntário na universidade somos chamados de organização criminosa. Agora rir e desejar a morte de alguém parece que já não é mais crime aqui no Brasil”, criticou o evangelista.
“Continuaremos falando de Jesus”
Teodoro lembrou que as primeiras universidades do mundo foram fundadas através do cristianismo e defendeu a liberdade religiosa no ambiente acadêmico.
“Agora se reunir na universidade para orar e adorar a Deus e se tornou motivo de denúncia ao MPF. O mais estranho é que o MPF aceitou essa denúncia e agora a gente está tendo que entrar com advogado para resolver toda essa questão, simplesmente porque exercemos a nossa fé dentro da universidade”, declarou.
Lucas ainda pregou o amor de Cristo ao denunciante – que não foi identificado. “Para vocês que nos chamaram de organização criminosa, quero que saibam de uma coisa: Nós amamos vocês porque Cristo amou vocês. Vocês desejam o nosso mal, mas nós queremos ver vocês no Céu também. Aquela cruz foi por amor a cada um de vocês e esse amor não vai encontrar em lugar nenhum”, disse.
O líder garantiu que o “Aviva Universitário” vai continuar levando o Evangelho às universidades.
“Continuaremos falando de Jesus nas universidades porque Ele é a nossa esperança. Não confunda o Evangelho com o movimento político. Nós não estamos falando de nenhum político, nós estamos falando do Autor da vida. Nós continuaremos pregando essa mensagem até que Ele venha”, finalizou.
Ver essa foto no Instagram
Denúncia por intolerância religiosa
A vereadora de Porto Alegre, Mariana Lescano, criticou a denúncia ao MPF contra o “Aviva Universitário”, em postagem no Instagram.
“Orar nas universidades, agora é crime?”, questionou ela, no domingo (15). “Um dos organizadores, o Lucas, foi intimado para explicar esse movimento dentro das universidades. E o seu grupo foi equiparado a uma organização criminosa. Jovens orando é organização criminosa, num país onde PCC e Comando Vermelho não são considerados grupos terroristas”.
Mariana lembrou que um culto do “Aviva” foi impedido de acontecer na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no ano passado.
Ela e outro vereador entraram com ações no Ministério Público contra a Reitoria da universidade por proibir os alunos cristãos de se reunirem.
“Nós entramos com uma denúncia no Ministério Público Federal por intolerância religiosa. E até agora nada aconteceu”, afirmou.
“O Ministério Público Federal não quis investigar quando um grupo de estudantes invadiu um prédio da universidade para colocar um dos seus movimentos de luta. Tu também não viu o Ministério Público querer investigar quando tem as festinhas dentro da UFRGS chamadas Inferninhos, que tem álcool adoidado e todos os tipos de substâncias duvidosas. Agora quando um grupo resolve ir na contramão de tudo isso e levar a Palavra de Deus, aí sim é motivo pra eles serem perseguidos e investigados”, condenou a vereadora.
Ver essa foto no Instagram
Contribua mensalmente
com o GUIA-ME.
Somos um meio de comunicação cristão. Trabalhamos para informar com clareza e exatidão, sustentados por apuração responsável, revisão criteriosa e compromisso editorial.
Não atuamos como influenciadores de opinião, mas como jornalistas comprometidos com a verdade e os princípios de uma cosmovisão cristã.
O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições