Médicos que não fazem abortos poderão ser presos na Argentina

Funcionários de 300 hospitais e clínicas de saúde estão protestando contra um novo projeto de lei em votação na Argentina.

Fonte: Guiame, com informações da CBN NewsAtualizado: quarta-feira, 1 de agosto de 2018 15:37
Médicos protestam contra novo projeto de lei em votação na Argentina, que os obrigaria a fazer abortos, mesmo contrariando suas crenças pessoais. (Foto: Crux Now)
Médicos protestam contra novo projeto de lei em votação na Argentina, que os obrigaria a fazer abortos, mesmo contrariando suas crenças pessoais. (Foto: Crux Now)

Centenas de médicos na Argentina realizaram protestos contra o aborto, enquanto um projeto de lei para legalizá-lo segue para o Senado do país na próxima semana.

Os profissionais estão prometendo não tirar vidas humanas, não importa o que lhes custe, acenando sinais com mensagens como: "Eu sou um médico, não um assassino".

Funcionários de cerca de 300 hospitais privados e instalações médicas denunciaram a nova legislação, que já foi aprovada pela câmara baixa do Congresso Nacional Argentino.

A Argentina já permite o aborto em casos de estupro ou riscos para a saúde da mulher. Os proponentes do projeto de lei querem legalizar os abortos eletivos nas primeiras 14 semanas de gravidez, alegando que isso reduziria as mortes entre as mulheres.

Hospitais privados questionam a lei porque ela não permitiria que eles optassem por não realizar abortos. Enquanto os médicos podem ser autorizados a se demitir do hospital, há preocupações de que outros aspectos confusos da lei possam torná-los vulneráveis ​​a processos e outras perseguições por causa de suas crenças, como por exemplo, a prisão.

"Os médicos não podem trabalhar sob a ameaça da prisão", disse Maria de los Angeles Carmona, chefe de ginecologia do hospital estatal Eva Peron.

Críticos como a Federação de Ginecologia e Sociedades de Obstetrícia da Argentina temem que os médicos que se recusarem a realizar abortos por razões morais possam também sofrer discriminação profissional. De fato, os objetores teriam que se registrar e estão preocupados que isso poderia ser usado ​​para "colocá-los na lista negra" nos hospitais.

"Até onde estamos dispostos a ir? Prisão", disse Ernesto Beruti, chefe de obstetrícia do Hospital da Universidade Austral. "Mesmo que a lei seja aprovada, não vou eliminar a vida de um ser humano. O direito mais importante é o direito de viver".

A altamente respeitada Academia Argentina de Medicina opõe-se ferozmente à legislação, emitindo uma declaração de que a vida humana começa na concepção e "destruir um embrião humano significa impedir o nascimento de um ser humano".

"Nada de bom pode vir quando a sociedade escolhe a morte como uma solução", disse o comunicado oficial.

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