Mais de 60% dos judeus americanos dizem ter sido vítimas de antissemitismo

O crescimento do antissemitismo foi divulgado pela Liga Antidifamação, em 31 de março.

Fonte: Guiame, com informações do Religion NewsAtualizado: quarta-feira, 31 de março de 2021 15:31
Vizinhos se reúnem para mostrar seu apoio à comunidade perto da residência de um rabino em Monsey, após receber uma facada durante uma celebração de Hanukkah. (Foto: Craig Ruttle / AP)
Vizinhos se reúnem para mostrar seu apoio à comunidade perto da residência de um rabino em Monsey, após receber uma facada durante uma celebração de Hanukkah. (Foto: Craig Ruttle / AP)

Uma crescente onda de antissemitismo tem sido relata pelos judeus americanos no país. A divulgação foi feita pela Liga Antidifamação (Anti-Defamation League - ADL), na quarta-feira (31), revelando que mais de 60% disseram que experimentar ou ouvir comentários, calúnias ou ameaças antissemitas. Um ano atrás, esse número era de 54%.

Os números são de pesquisa realizada em janeiro pela YouGov, que também revela que 9% dos judeus americanos relataram ter sido agredidos fisicamente nos últimos cinco anos.

A pesquisa é a segunda consecutiva conduzida pelo YouGov para o ADL e mostra um ligeiro aumento nos incidentes antissemitas.

“Após os principais ataques antissemitas em Pittsburgh, Poway, Jersey City e Monsey, os judeus americanos estão relatando que se sentem menos seguros nos EUA hoje do que a apenas uma década atrás”, disse o diretor executivo da ADL, Jonathan Greenblatt, referindo-se ao tiro fatal e esfaqueamento de judeus nessas cidades em 2018 e 2019.

Um desses ataques vitimou um rabino em Monsey, Nova Yorque, em 29 dezembro de 2019, após uma facada no sábado à noite durante uma celebração de Hanukkah.

No ano passado, muitos dos incidentes antissemitas ocorreram online, com 36% dizendo que experimentaram alguma forma de assédio online, principalmente no Facebook.

A maioria dos judeus disse que foram chamados de nomes ofensivos, mas 13% disseram que foram fisicamente ameaçados online. A pesquisa mostrou que a grande maioria dos americanos deseja plataformas online para lidar melhor com o assédio e facilitar a denúncia de conteúdo odioso.

A vulnerabilidade dos judeus, que diminuiu nas décadas após a Segunda Guerra Mundial, aumentou dramaticamente, com 59% dos judeus americanos dizendo que se sentem menos seguros nos EUA hoje do que há uma década.

E quase metade (49%) relatou ter medo de um ataque violento em uma sinagoga. A maioria das sinagogas nos EUA reforçou a segurança após o massacre de Pittsburgh na sinagoga Tree of Life, que matou 11 judeus.

A pesquisa com mais de 503 adultos judeus americanos com mais de 18 anos foi conduzida de 7 a 15 de janeiro de 2021 e tem uma margem de erro de mais ou menos 4,4%.

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