
O número de membros da Igreja Evangélica da Alemanha, a principal denominação protestante no país que segue uma teologia progressista, continua diminuindo.
Segundo um relatório divulgado pela igreja na segunda-feira (16), mais de 350 mil pessoas deixaram de congregar na Evangelische Kirche Deutschland (Igreja Evangélica da Alemanha, EKD) em 2025.
Devido às desfiliações e falecimentos (330 mil), o número total de membros teve uma queda de cerca de 3%. Hoje, a EKD possui 17,4 milhões de fiéis, espalhados em 20 igrejas regionais.
Em relação à quantidade de novos membros que entraram na Igreja Evangélica, houve cerca de 16 mil filiações e 105 mil batismos no ano passado.
“Cerca de um em cada dez batismos protestantes envolvia pessoas com mais de 14 anos. O menor número de batismos não compensou a perda", afirmou o relatório.
O número de membros que abandonaram a EKD foi maior que o número de novos membros que chegaram à igreja.
Teologia progressista
A Igreja Evangélica da Alemanha segue uma linha teológica liberal e progressista nos últimos anos, ordenando pastores homossexuais e realizando casamentos homoafetivos.
Conforme a BBC Brasil, em 2013, a EKD mudou o conceito de família em sua doutrina. A denominação publicou novas diretrizes abandonando o conceito tradicional de pai, mãe e filhos, e adotando a ideia de família como “qualquer núcleo onde haja amor”.
A mudança na definição de família permitiu que a igreja aprovasse pastores homossexuais e seus companheiros.
No mesmo ano, diversas congregações da denominação passaram a realizar cerimônias de casamento homoafetivo ou dar bênçãos a relacionamentos LGBT.
Dentro da Igreja Evangélica da Alemanha, cada igreja regional possui suas próprias regras sobre como tratar o relacionamento homoafetivo, de acordo com o portal alemão Katholisch.
Igreja Católica
Já a Igreja Católica da Alemanha possui mais membros que a Igreja Evangélica, com 19,2 milhões de fiéis. Mas, também apresentou uma queda de 2,6% no número de membros.
Cerca de 307 mil pessoas deixaram a Igreja Católica em 2025, conforme a Conferência Episcopal Católica Alemã.
Igrejas transformadas em baladas
As igrejas católicas e protestantes na Alemanha têm enfrentado a perda de fiéis há anos. Cada vez mais vazias, os templos passam a ser usados para atividades seculares, segundo o jornal Deutsche Welle.
Além disso, muitas igrejas são centenárias e históricas, por isso, o custo de manutenção é caro e as denominações acabam colocando os templos à venda.
Os prédios são transformados pelos novos donos em espaços culturais, cafés, restaurantes, centros esportivos e até baladas.
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