Mais da metade dos franceses não acredita mais em Deus, mostra pesquisa

A pesquisa mostra também que os franceses falam cada vez menos de religião em família.

Fonte: Guiame, com informações do RFIAtualizado: sexta-feira, 24 de setembro de 2021 12:59
Catedral de Notre-Dame antes do incêndio ocorrido em 2019. (Foto: Reprodução / GetYourGuide)
Catedral de Notre-Dame antes do incêndio ocorrido em 2019. (Foto: Reprodução / GetYourGuide)

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (23) mostra que pouco mais da metade dos franceses (51%) não acredita mais em Deus. O estudo foi feito pelo instituto Ifop para a Associação dos Jornalistas de Informação para as Religiões.

"Fala-se cada vez menos de religião", escreve o jornal católico La Croix. O distanciamento dos franceses em relação à religião não é uma surpresa, acrescenta o cotidiano.

A pesquisa mostra que a religião é muito mais presente nos meios rurais do que nas cidades. Além disso, as pessoas com menos de 35 anos ou mais de 65 são as mais ligadas à crença.

"Você acredita em Deus?" foi a pergunta feita a 1.028 pessoas, numa amostra representativa da população francesa com mais de 18 anos, nos dias 24 e 25 de agosto.

Este ano, 51% dos entrevistados disseram "não". Em 2011 e 2004, 44% responderam não acreditar em Deus. Em 1947, 66% dos franceses afirmaram crer em Deus.

A pesquisa mostra também que a pandemia da Covid-19 não interferiu significativamente na prática religiosa. Apenas 9% dos entrevistados disseram que a crise sanitária os fez aproximar de uma religião.

Incêndio na Notre-Dame

Outra questão levantada foi se o incêndio da catedral de Notre-Dame de Paris, em 2019, suscitou sentimentos religiosos ou de "teor espiritual" - 79% responderam que não, mas 21% falaram que sim.

A pesquisa mostra também que os franceses falam cada vez menos de religião em família: 38% atualmente, contra 58% em 2009. Hoje em dia apenas 29% das pessoas falam sobre o assunto entre amigos, contra 49% em 2009.

Sobre o papa Francisco, 41% pensam que ele "defende bem" os valores do catolicismo, enquanto 44% opinam que "nem bem, nem mal", e 15%, "mal". Para 54% dos interrogados, "todas as religiões são válidas".

 

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