Maioria dos pastores dizem que líderes em casos de abuso devem ser excluídos do ministério

Nos últimos anos, o problema do abuso pastoral tem sido discutido na igreja. Nos EUA, a Convenção Batistas do Sul aprovou a maior investigação da denominação sobre denúncias de abuso sexual por parte de líderes.

Fonte: Guiame, com informações do Christian HeadlinesAtualizado: sexta-feira, 25 de junho de 2021 17:38
Nos últimos anos, o problema do abuso pastoral tem sido discutido na igreja. (Foto: andina.pe).
Nos últimos anos, o problema do abuso pastoral tem sido discutido na igreja. (Foto: andina.pe).

A maioria dos pastores protestantes acreditam que líderes que cometerem abuso sexual devem ser excluídos permanentemente do ministério. O dado é um resultado da nova pesquisa da Lifeway Research, que analisou a opinião de pastores dos Estados Unidos sobre o problema do abuso na igreja.

Quando questionados sobre quanto tempo um pastor deve ser afastado do ministério se tiver abusado sexualmente de uma criança, 83% dos sacerdotes entrevistados disseram que o líder deveria ser excluído permanentemente.

2% dos entrevistados responderam que o pastor deveria ser afastado por pelo menos 10 anos, 3% por pelo menos 5 anos e 1% por pelo menos um ano. Menos de 1% afirmaram que o líder abusivo deveria ser afastado pelo menos de três a seis anos. E 7% disseram não saber quanto tempo deveria ficar afastado.

O diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, pondera que os resultados não significam que os pastores não acreditem que os pecados dos abusadores não são perdoados por Deus.

“A maioria dos pastores atuais acredita que o cargo de pastor é incompatível com ter abusado sexualmente ou agredido outra pessoa. Isso não significa que eles acreditam que esses comportamentos estão além do perdão de Deus, mas uma grande maioria acredita que o abuso sexual é uma desqualificação permanente da liderança do ministério”, afirmou McConnell.

“O prazo de cinco anos ou menos, que 7% dos pastores sugerem ser apropriado, nem mesmo cobre a duração da sentença de prisão típica para criminosos condenados por abuso sexual”, observa McConnell sobre os resultados da pesquisa.

“Em contraste, mais de 10 vezes desse número de pastores não hesita em dizer que a desqualificação do ministério deve ser permanente para um pastor que comete abuso sexual infantil”, acrescentou.

Já quando perguntados sobre quanto tempo um pastor deve ser retirado do ministério caso tenha abusado sexualmente ou agredido um adulto, o número de líderes que acreditam que se deve excluir permanentemente cai para 74%. No caso do abuso de um adulto, 5% responderam que o pastor deveria ser afastado por pelo menos 10 anos, 5% pelo menos cinco anos e 5% pelo menos dois anos. 2% dos entrevistados responderam pelo menos um ano e 1% pelo menos 6 meses. E 9% não sabiam por quanto tempo seria o ideal.

“Quando alguém agride sexualmente um adulto, é um pecado violento e um crime. É o oposto do amor, cuidado e respeito pelo outro que a Bíblia ensina. O papel do pastor tem padrões incrivelmente elevados na Bíblia, incluindo o de que o supervisor daqueles na igreja esteja acima de qualquer reprovação ou crítica. Dezessete por cento dos pastores acham que alguém poderia ir além de qualquer crítica neste assunto com tempo suficiente”, concluiu McConnell.

Nos últimos anos, o problema do abuso pastoral tem sido discutido na igreja. Nos EUA, a Convenção Batistas do Sul aprovou a maior investigação da denominação sobre denúncias de abuso sexual por parte de líderes.

A pesquisa da Lifeway entrevistou 1.007 pastores protestantes e foi realizada entre os dias 2 de setembro de 2020 e 1 de outubro de 2020, por meio de telefone e contato online.

 

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