Inquérito policial diz que George Alves estuprou, agrediu e ateou fogo nas crianças ainda vivas

Segundo o delegado, o conjunto de indícios mostra que George molestou as duas crianças, mantendo ato libidinoso.

Fonte: Guiame, com informações do G1Atualizado: quarta-feira, 23 de maio de 2018 19:45
Para ocultar o ato sexual, George agrediu as crianças. (Foto: Reprodução).
Para ocultar o ato sexual, George agrediu as crianças. (Foto: Reprodução).

A Polícia Civil já chegou a conclusão sobre o caso do pastor George Alves. Segundo a entidade, o líder não apenas matou as duas crianças como também estuprou, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas. As crianças são Joaquim Alves Salles de 3 anos, filho biológico de George e o enteado Kauã Salles Butkovsky de 6 anos.

A divulgação do resultado do inquérito policial foi realizada nesta quarta-feira (23). Foi no dia 21 de abril, em Linhares, na região Norte do Espírito Santo, que o crime aconteceu. No início o pastor estava sendo apoiado pelos internautas, pois eles imaginavam que o mesmo não tinha culpa com o suposto acidente. Mas, a perícia concluiu que não se trata de um acidente.

Em seu primeiro depoimento, George alves afirmou que estava sozinho em casa com os as duas crianças e que eles haviam morrido em um incêndio que atingiu apenas o quarto onde dormiam. A perícia contrapõe as falas do pastor apresentando os fatos apurados durante as investigações.

Mãe isenta

Segundo o inquérito policial, a mãe não teve parte com o crime. Juliana Salles estava viajando para participar de um congresso em Belo Horizonte (MG) com o filho mais novo e por isso não foi investigada. Ela prefere ainda não falar com a imprensa.

George Alves havia sido preso temporariamente. Agora, a Justiça decidiu prorrogar a detenção por mais 30 dias. O acusado foi indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulneráveis. Somando as penas, sua detenção pode chegar até 126 anos.

Segundo o delegado André Jaretta, de Linhares, “o conjunto de indícios nos demonstra que, naquela madrugada, o investigado, inicialmente, molestou as duas crianças, tanto o filho biológico Joaquim quanto o enteado Kauã, mantendo um ato libidinoso”.

Ele ainda ressalta que para ocultar o ato sexual, que foi comprovado pela perícia, George agrediu as crianças. Tal brutalidade foi confirmada pelos vestígios de sangue no banheiro. O exame de DNA confirmou que o material era de Joaquim.

Até o fechamento dessa matéria, os advogados de George Alvesnão haviam se pronunciado.

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