Igreja é acusada de ‘proselitismo’ por distribuir pizza grátis a estudantes nos EUA

Embora o distrito escolar de Seattle tenha permitido a ação da igreja Bethany Community Church, o sindicato que representa os funcionários da cantina escolar fez um protesto na última semana.

Fonte: Guiame, com informações de Christian TodayAtualizado: sexta-feira, 27 de maio de 2016 14:29
Estudante pega um pedaço de pizza grátis entregue pela igreja Bethany Community Church em Seattle, nos EUA. (Foto: Reprodução/Komo TV)
Estudante pega um pedaço de pizza grátis entregue pela igreja Bethany Community Church em Seattle, nos EUA. (Foto: Reprodução/Komo TV)

Uma igreja foi acusada de “proselitismo” (empenho de converter pessoas à religião) por servir fatias de pizza grátis a estudantes de três escolas do ensino médio de Seattle, em Washington (EUA).

Embora o distrito escolar de Seattle tenha permitido a ação da igreja Bethany Community Church, o sindicato que representa os funcionários da cantina escolar fez um protesto na última semana, alertando que a oferta de pizzas podem resultar em demissões na cafetaria, de acordo com o site Fox News.

A União Internacional de Engenheiros de Operação lançou uma campanha para intimidar e ameaçar a igreja. Os funcionários da cantina escolar acusaram a igreja de "prejudicar as famílias e a comunidade de forma consciente e delibera, através de suas ações."

A União de Senhoras do Almoço ainda acurou a igreja de "atrair" alunos para fora do prédio da escola com "alto teor de gordura e pizzas calóricas que estiveram guardadas dentro do porta-malas de um carro".

De acordo com o pastor de jovens Nick Steinloski, que liderou a distribuição de pizzas grátis, questionou o fato de ser alvo das cantinas. "Nós não estamos contando a eles uma história da Bíblia antes de distribuir a pizza", disse ele à emissora de televisão KOMO.

Steinloski ressaltou que apenas gostaria de mostrar aos alunos que a igreja se preocupa com eles. Por outro lado, os funcionários da cantina não se convenceram com a explicação do pastor. Eles ameaçaram iniciar uma greve, a menos que a igreja finalize sua ação.

Os funcionários alegam que seu salário é baseado no número de refeições que são vendidas e que, com menos refeições, seriam necessários menos trabalhadores. "Isso significa que um número de famílias perderiam os benefícios de saúde e a renda básica", disse o sindicato em um comunicado.

Para não inflamar a situação, a igreja resolveu parar de servir pizzas grátis no almoço, e irá investir na ação depois da escola. "Nos preocupamos com os funcionários, nos preocupamos com os funcionários imigrantes e com quem trabalha aqui na escola", disse Steinloski.

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