'Igreja da Maconha' é reconhecida como corporação religiosa nos EUA

O fundador da igreja, Bill Levin, entrou com o pedido ao enxergar uma oportunidade na nova lei de Restauração da Liberdade Religiosa, aprovada pelo governador de Indiana Mike Pence, na última quinta-feira (28).

Fonte: Guiame, com informações de The Washington PostAtualizado: terça-feira, 2 de junho de 2015 14:11
Atualmente, em Indiana a maconha é ilegal tanto para uso pessoal como médico.
Atualmente, em Indiana a maconha é ilegal tanto para uso pessoal como médico.

 

Nos Estados Unidos, a maconha agora é oficialmente uma religião. A Primeira Igreja da Cannabis foi aprovada e reconhecida como uma corporação religiosa pelo secretário do Estado de Indiana Connie Lawson.

O fundador da igreja, Bill Levin, entrou com o pedido ao enxergar uma oportunidade na nova lei de Restauração da Liberdade Religiosa, aprovada pelo governador de Indiana Mike Pence, na última quinta-feira (28). A intenção declarada de Levin é "iniciar uma igreja baseada no amor, compreensão e compaixão com todos."

A maconha é vista como algo sagrado na Igreja, embora o idealizador da religião não pretenda comprar ou vender a droga no templo. "Se alguém estiver fumando em nossa igreja, Deus os abençoe", disse Levin. "Esta igreja irá mostrar a maneira correta de viver, uma vida amorosa. Somos chamados de 'cannaberianos'".

Atualmente, em Indiana a maconha é ilegal tanto para uso pessoal como médico. No entanto, a nova lei impede que o governo de Indiana bloqueie o exercício de uma religião, e a igreja poderia encontrar um gancho para permitir o uso.

Levin disse que a Igreja recebeu 2 mil dólares em doações e mais de 7 mil fãs no Facebook nos primeiros cinco dias de existência. "Estou muito impulsionado na fé, sou muito espiritual e estou cheio de amor", disse ele. "Não temos qualquer doutrina que constrói a culpa. Nós não construímos pecado em cima de ninguém."

O advogado Abdul-Hakim Shabazz escreveu que os legisladores de Indiana colocaram o estado na posição de reconhecer usuários de maconha como um sacramento religioso.

"Veja bem, se eu argumentasse que sob a nova lei as minhas referências fazem parte de minhas práticas religiosas, teria uma boa válvula de escape", escreveu ele. "Lembre-se, sob a nova lei, o Estado deve articular um interesse convincente em impedir as pessoas de fumar maconha. Eu argumento que não pode."

Conferência Voz dos Apóstolos - Inscreva-se!
Siga-nos

Comentários

Mais do Guiame