Frequência nas igrejas aumentou após programação online na pandemia, revela pesquisa

Pesquisa feita pela Sociedade Bíblica e pela Ecclesiastical Insurance apontou que as congregações têm alcançado mais pessoas através das mídias sociais.

Fonte: Guiame, com informações do Christian TodayAtualizado: segunda-feira, 19 de julho de 2021 13:02
Muitas igrejas experimentaram um aumento na frequência depois de implementarem uma programação online durante a pandemia da Covid-19. (Foto: Facebook/Igreja Monte Sião).
Muitas igrejas experimentaram um aumento na frequência depois de implementarem uma programação online durante a pandemia da Covid-19. (Foto: Facebook/Igreja Monte Sião).

Muitas igrejas experimentaram um aumento na frequência depois de implementarem uma programação online durante a pandemia da Covid-19, de acordo com a pesquisa realizada em maio, pela Sociedade Bíblica e pela Ecclesiastical Insurance. 

O estudo feito com mil líderes, revelou que 43% das igrejas relataram um aumento significativo na frequência, por causa do uso das plataformas online. 62% dos líderes afirmaram que planejam continuar transmitindo os cultos online, mesmo após o fim de todas as restrições da Covid-19.

A maioria das congregações entrevistadas usou canais digitais para manter o contato com seus membros, com o surgimento da pandemia, a partir de março de 2020. 93% utilizou o zoom para realizar cultos públicos e reuniões, 60% usaram o Facebook e 5% o YouTube. Apenas 1% utilizou o Microsoft Teams.

Para Michael Angell, diretor de operações de igrejas da Ecclesiastical, “as igrejas são muito importantes para tantas pessoas e manter esse senso de comunidade e união associado a isso tem sido uma tábua de salvação durante a pandemia. Com as restrições que impedem as reuniões físicas e muitos experimentando isolamento, esses novos meios de manter contato com as congregações têm se mostrado extremamente populares”.

A pesquisa também mostrou que a mudança para o meio digital exigiu investimento financeiro de muitas igrejas, com mais da metade (56%) dizendo que adquiriu novas tecnologias para tornar a congregação multimídia.

55% dos líderes afirmaram ter gasto mais de 3.500 reais em equipamentos. 50% investiu em equipamentos de som, 52% investiu em câmeras, e 62% compraram tecnologia para transmissão ao vivo. 

Para mais de 69% das igrejas, o investimento saiu de reservas existentes, enquanto 30% comprou por meio de doações. 

O estudo da Ecclesiastical Insurance verificou um salto tecnológico para muitos líderes, com de 57% dizendo que precisaram de ajuda para configurar o digital e 73% afirmaram que possuíam voluntários para ativar a programação online. 

Para o Reverendo Paul Seabrook, líder da Igreja de St Edmund's, nos Estados Unidos, a transformação multimídia ajudou os membros a se manterem conectados durante a pandemia. 

Os bloqueios foram incrivelmente desafiadores para tantas pessoas e a impossibilidade de frequentar a igreja realmente afetou as pessoas dentro de nossa comunidade”, disse ele. 

"Queríamos ter certeza de que eles ainda poderiam adorar a Deus e aprender juntos como temos feito desde antes da pandemia, e o livestreaming tem sido fantástico para nos ajudar a fazer isso”, disse o líder.

O Reverendo Paul afirmou que usando as mídias sociais, a igreja tem alcançado mais pessoas. “No auge da pandemia, recebíamos mais de uma centena de visitas à nossa página do Facebook por dia, dez vezes mais do que antes. Recebemos pessoas de todo o país e até mesmo de lugares distantes como o Arizona!”, relatou.

E continuou: "Usando a mídia social, temos sido capazes de alcançar muito mais pessoas do que nunca pela porta real da igreja a cada semana, então é definitivamente algo que queremos continuar a oferecer”.

Apesar dos desafios e mudanças do ano passado, Paul Seabrook está com esperança em relação ao futuro.

“Certamente há mais esperança agora do que nesta época do ano passado e esperamos que o Senhor nos guie deste momento difícil para a liberdade e um novo começo”, declarou.




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