Flordelis é presa no Rio de Janeiro, acusada de matar o pastor Anderson

A Justiça decretou a prisão de Flordelis nesta sexta-feira (13), após a ex-parlamentar perder o foro privilegiado.

Fonte: Guiame, com informações da CNN BrasilAtualizado: sexta-feira, 13 de agosto de 2021 22:35
Flordelis foi detida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. (Foto: Vitor Soares)
Flordelis foi detida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. (Foto: Vitor Soares)

A ex-deputada federal Flordelis foi presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (13), em sua casa em Niterói. A medida acontece 48 horas após a ex-parlamentar ter o mandato cassado e depois de dois pedidos de prisão.

Flordelis é acusada de ser a mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado na porta de casa em 16 de junho de 2019. Desde então, ela tem alegado inocência do crime e voltou a destacar isso antes de ser detida.

“Olá gente! Chegou o dia que ninguém desejaria chegar. Estou indo presa por algo que eu não fiz, por algo que eu não pratiquei. Eu não sei para quê, mas estou indo com força e com a força de vocês. Orem por mim. Orem, orem. Uma corrente de oração na internet”, disse Flordelis em transmissão ao vivo feita às 18h12.

A prisão da ex-parlamentar aconteceu 48 horas após ela ter o mandato cassado. Com a perda do foro privilegiado, foram feitos dois pedidos de prisão: um pelos advogados da família do pastor Anderson e outro pelo Ministério Público do Rio, protocolado nesta sexta.

“Com a perda do mandato de parlamentar, a situação jurídica da ré deve ser revista, para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas e os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, diz o pedido do MP encaminhado à 3ª Vara Criminal de Niterói, que foi aceito pela juíza Nearis dos Santos.

No documento, o MP também cita que, por diversas vezes, Flordelis tentou manipular as testemunhas do processo que investiga a morte de Anderson do Carmo. 

“Ela também providenciou treinamento a réus e testemunhas que foram intimadas para prestarem depoimento em sede policial, solicitando que testemunhas mentissem à polícia e alterassem versões já fornecidas, assim como, por repetidas vezes, descumpriu a medida cautelar de monitoramento eletrônico”, diz o documento.

A defesa de Flordelis entrou com pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Em 2019, o MP havia denunciado Flordelis e mais 10 pessoas pelo assassinato de Anderson do Carmo de Souza. No entanto, por causa da imunidade parlamentar, Flordelis não pode ser presa.

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