Estado Islâmico pede morte de todos os cristãos egípcios em novo vídeo

Intitulado como “Mate Todos os Incrédulos”, o vídeo exibe o responsável pelo ataque contra uma Igreja Copta no Cairo, em dezembro, no qual 28 pessoas foram mortas.

Fonte: Guiame, com informações de UOL e Christian TodayAtualizado: terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 10:43
Um homem mascarado, identificado como Abu Zubair Al-Masri, que ameaça os cristãos. (Foto: Reprodução/YouTube)
Um homem mascarado, identificado como Abu Zubair Al-Masri, que ameaça os cristãos. (Foto: Reprodução/YouTube)

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) publicou neste domingo (19) um vídeo em que pede o massacre de cristãos egípcios, com declarações do responsável pelo atentado contra uma Igreja Copta no Cairo em dezembro, no qual 28 pessoas foram mortas.

Intitulado como “Mate Todos os Incrédulos”, o vídeo de 20 minutos foi divulgado através do aplicativo de mensagem Telegram para encorajar colegas militantes a realizarem novos ataques contra cristãos do Egito.

O vídeo exibe um homem mascarado chamado de Abu Abdallah al-Masri, que se nomeia como autor do atentado que matou 28 pessoas e feriu mais de 40 na Igreja do Cairo. No entanto, o governo egípcio identificou o suspeito como Mahmoud Shafiq, um estudante de 22 anos.

"Finalmente, a meus irmãos que estão em cativeiro: se alegrem, vocês que acreditam, não hesitem ou sofram. Juro por Alá que, em breve, vamos libertar o Cairo e tirar vocês da prisão. Viremos com explosivos, eu juro que viremos, e então, os que acreditam, poderão se alegrar", disse Al-Masri aos companheiros jihadistas que estão presos no Egito.

Após o discurso, aparece outro homem mascarado, identificado como Abu Zubair Al-Masri, que ameaça os cristãos.

O Egito abriga cerca de nove milhões de cristãos em meio a uma população de maioria muçulmana sunita. Dentre os cristãos, o maior grupo religioso faz parte da Igreja Ortodoxa Copta, que não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica.

O atentado à Igreja Copta foi o mais grave contra esta minoria — que representa 10% a 12% da população do Egito — desde o ataque com carro-bomba na madrugada de 1º de janeiro de 2011, que atingiu a Igreja dos Santos, na cidade litorânea de Alexandria, no qual morreram 23 pessoas.

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