Escola usa policial para proibir criança de compartilhar versículos com colegas, nos EUA

O aluno tinha o costume de compartilhar bilhetes com seus colegas, contendo versículos da Bíblia que eram colocados por sua mãe, na lancheira.

Fonte: Guiame, com informações de WNDAtualizado: sexta-feira, 3 de junho de 2016 18:58
O aluno foi repreendido pelo professor em frente a toda classe, por duas vezes, e foi proibido de falar sobre religião. (Foto: Reprodução)
O aluno foi repreendido pelo professor em frente a toda classe, por duas vezes, e foi proibido de falar sobre religião. (Foto: Reprodução)

Uma escola da Califórnia, nos Estados Unidos, enviou um policial até a casa de um aluno de 7 anos de idade para notificá-lo de que a prática de compartilhar versos bíblicos com os colegas pode ser "ofensiva".

O aluno, que não teve sua identidade revelada, tinha o costume de compartilhar bilhetes com seus colegas, contendo versículos da Bíblia que eram colocados por sua mãe, Christina Zavala, na lancheira.

"No entanto, quando uma menina disse: 'Professor, esta é a história mais bela que eu já vi", a resposta foi: ‘Separação entre Igreja e Estado’. Depois disso, os bilhetes foram proibidos de serem distribuídos na hora do almoço", relatou o Liberty Counsel, uma organização de defesa da liberdade religiosa.

A organização ainda revelou que o aluno foi repreendido pelo professor em frente a toda classe, por duas vezes, e foi proibido de falar sobre religião. “Ele foi para casa em lágrimas”, relatou o Liberty Counsel.

Diante da proibição, o interesse dos outro alunos em ler os bilhetes bíblicos aumentou. No dia 9 de maio, a diretora da escola Desert Rose Elementary, Melanie Pagliaro, reafirmou a proibição. Não contente, a escola ainda enviou um policial à casa da família da criança para notificar o banimento.

"Esta é uma violação clara e grosseira dos direitos de uma criança. O fato de o distrito escolar recorrer a um policial para intimidar o aluno e sua família, faz com que este caso seja ainda mais escandaloso", afirmou o Liberty Counsel.

Um porta-voz do escritório policial disse ao site WND que a instituição não soube dessa visita a pedido dos funcionários da escola, que se recusou a comentar sobre o caso.

"O distrito escolar não pode proibir o discurso de um estudante durante o período fora de sala de aula, com uma mensagem que nem mesmo é indecente ou obscena. O distrito não pode proibir um estudante de discursar de maneira espontânea, seja verbalmente ou por escrito, durante o período fora de sala de aula”, alegou a organização.

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